Knicks x Spurs: final da NBA aquece mercado de mídia com promessa de audiência recorde

Volta dos Knicks às finais pela primeira vez no século e duelo contra o francês Victor Wembanyama elevam expectativa de público; ingressos chegam a US$ 6,7 mil

Jalen Brunson
Por Hannah Miller - Randall Williams

Bloomberg — A chegada do New York Knicks às finais da NBA pela primeira vez neste século, enfrentando o superastro emergente Victor Wembanyama, promete se tornar uma das disputas mais assistidas da história da liga.

Com um time do maior mercado de mídia dos EUA, cujos torcedores estão ávidos por seu primeiro título desde 1973, as finais serão uma “fartura de audiência”, segundo John Kosner, consultor de mídia esportiva e ex-executivo da liga e da ESPN.

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A audiência ganhará ainda mais força, disse Kosner, com Wembanyama, um pivô de 2,24 metros, cujo San Antonio Spurs venceu o atual campeão Oklahoma City Thunder. As finais começam na noite de quarta-feira no Texas.

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Não havia tanta expectativa da mídia por uma série de finais desde que LeBron James e o Cleveland Cavaliers enfrentaram o Golden State Warriors de Stephen Curry em quatro finais consecutivas a partir de 2015.

Horário do jogo e onde assistir às finais da NBA

A Walt Disney (DIS) transmitirá as finais pela emissora ABC nos Estados Unidos, que as exibe há mais de duas décadas, e fará a transmissão em streaming por seu aplicativo ESPN.

No Brasil, o jogo 1 terá transmissão exclusiva no Prime Video, serviço de streaming da Amazon, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

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“Vai ser uma transmissão imperdível”, segundo Jonathan Miller, ex-executivo da NBA e presidente-executivo da Integrated Media, especializada em investimentos digitais.

Os Spurs, que superaram o Thunder em sete jogos, têm mais probabilidade de impulsionar a audiência, já que a narrativa dos Knicks como perdedores de longa data à beira da redenção se encaixa com a do talentoso e jovem elenco dos Spurs liderado por Wembanyama, que disputa para estabelecer seu próprio legado.

Em sua segunda temporada, Wembanyama, de 22 anos, defende sua candidatura a próximo rosto da liga, disse Kosner. Sua combinação única de tamanho e habilidade — ele é o melhor bloqueador de arremessos da liga e também um arremessador e armador habilidoso — o levou a ser apelidado de “O Alien”.

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A NBA há muito tempo precisava de um jovem talento para preencher esse papel conforme James e Curry se aproximam do fim de suas carreiras. Enquanto isso, estrelas mais jovens não atingiram o nível deles por uma variedade de razões, incluindo problemas fora das quadras e fracassos no pós-temporada.

Isso deixou a liga numa estagnação após a rivalidade Cavaliers-Warriors, com audiências decepcionantes nos playoffs nas temporadas recentes.

A NBA prosperou com dinastias lideradas por superastros. Nos anos 1980, o Boston Celtics de Larry Bird e o Los Angeles Lakers de Magic Johnson dominaram. Eles deram lugar ao Chicago Bulls de Michael Jordan nos anos 1990. James e Curry vieram em seguida.

Wembanyama, que é francês, também ajudará a expansão internacional da liga. A NBA já tem milhões de torcedores no exterior e está nos estágios iniciais de criação de uma liga europeia. Os Spurs jogaram em Paris e têm mais jogos previstos para a próxima temporada. O Amazon Prime fará a transmissão das finais na França este ano.

Os Knicks têm seu próprio superastro em Jalen Brunson, um astuto armador de 1,88 metro que poderia reivindicar ser a maior estrela da liga ao levar Nova York a seu primeiro título em mais de 50 anos.

O time está embalado, tendo vencido 11 jogos de playoff consecutivos, incluindo uma varrida do Cleveland nas finais da Conferência Leste.

Grandes números de audiência nas finais coroariam uma temporada forte para a liga e ajudariam a justificar o acordo de direitos de transmissão de 11 anos e US$ 76 bilhões que assinou com Disney, Amazon e Comcast em 2024.

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Durante a temporada regular, a NBA teve sua melhor audiência desde 2018, com média de 1,78 milhão de espectadores por jogo, aumento de 16% em relação à temporada passada, quando a liga contava com a rede TNT da Warner Bros. Discovery como grande parceira de mídia.

A Disney tem “altas expectativas” de que o campeonato continue essa tendência de alta na audiência, segundo Nick Dawson, vice-presidente sênior de programação e aquisições da ESPN.

Dawson disse que a audiência da temporada para jogos envolvendo os Knicks subiu cerca de 25% na comparação anual nas redes da Disney. O confronto contra Wembanyama e os Spurs, na esperança, resultará numa série mais longa e competitiva que as finais da Conferência Leste, disse ele.

As finais também representam uma grande oportunidade para o aplicativo da ESPN, lançado em agosto como serviço de US$ 30 mensais para assistir a esportes ao vivo e interagir com as ofertas de apostas da rede.

Dawson disse que o aplicativo ajuda ainda mais a “tornar os jogos disponíveis aos torcedores onde quer e como quer que escolham consumi-los.”

A demanda por ingressos em ambos os mercados empurrou os preços para território inexplorado, com Knicks-Spurs a caminho de se tornar a final da NBA mais cara de todos os tempos.

A série abre em San Antonio, onde o preço médio do ingresso é de cerca de US$ 2.800 para o jogo um e aproximadamente US$ 3.500 para o jogo dois, segundo a SeatGeek.

Quando as finais se transferem para o Madison Square Garden, os preços disparam. O ingresso médio para o jogo três é de cerca de US$ 6.700, enquanto o jogo quatro fica em quase US$ 5.400. O Super Bowl do ano passado teve preço médio de ingresso de cerca de US$ 7.200.

“Não há precedente real para esse tipo de demanda num jogo de basquete das finais da NBA”, disse Oliver Marvin, diretor sênior de finanças da SeatGeek, acrescentando que esses preços têm “muito mais espaço para crescer.”

-- Com informações adicionais da Bloomberg Línea sobre a transmissão no Brasil.

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