Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
Uma euforia tomou conta dos mercados financeiros depois que o Federal Reserve sinalizou o fim do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos e até um possível corte de 0,75 ponto percentual em 2024, levando o Ibovespa a atingir a pontuação máxima histórica durante o pregão de quinta-feira (14).
O momento favorável, no entanto, exige cautela para o investidor alocado no Brasil, de acordo com Caesar Maasry, chefe da área de mercados emergentes e investimentos globais do Goldman Sachs.
Em entrevista à Bloomberg Línea nesta quinta, Maasry afirmou que os ativos brasileiros tendem a ser beneficiados com o cenário global mais favorável – como ocorreu nos últimos dias –, mas ele chamou a atenção para o fato de que o Ibovespa já vinha superando outros mercados emergentes e se valorizando desde novembro, o que pode, portanto, reduzir o potencial de ganhos.
⇒ Leia mais: Como o fim da alta do juro nos EUA afeta o Brasil, aponta estrategista do Goldman

No Radar
Em apenas 24h, o Federal Reserve (Fed) ficou sozinho com o aceno de uma política monetária mais branda. Na quarta-feira, deu o sinal mais claro até o momento de que os cortes dos juros não devem demorar em chegar. Ontem, porém, tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE) afirmaram claramente que ainda não concluíram o trabalho contra a inflação. Os traders, portanto, têm material divergente para suas análises de investimento.
🌪️ Dia de volatilidade. Hoje tem “quadruple witching”, a “hora bruxa” em que vencem, simultaneamente, contratos futuros e de opções sobre índices e ações, o que gera muita volatilidade nos mercados. Nada menos que US$ 3,1 trilhões em contratos em aberto devem expirar ou ser rolados para o novo ano.
🤔 Pé-atrás. BCE, BoE e o Banco da Suíça (SNB) mantiveram ontem o custo do dinheiro. E o banco central da Noruega, o Norges, surpreendeu com uma alta de 0,25 ponto percentual, para 4,50%, evidenciando sua intenção de permanecer nesta toada até outono europeu de 2024. Agora, os operadores se perguntam se o Fed tratará de esfriar as expectativas dos investidores para evitar uma “exuberância irracional” nos mercados.
🇪🇺 Perigo de recessão. A atividade do setor privado na Zona do Euro piorou no final do ano, aumentando o risco de que a região sofra uma recessão no segundo semestre. O índice dos gerentes de compras da S&P Global contraiu-se pelo sétimo mês em dezembro, baixando para 47. Os economistas esperavam um ligeiro aumento - embora ainda previssem que o indicador permaneceria bem abaixo do nível 50, que marca a expansão. Tanto o setor industrial quanto o de serviços recuaram.
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🔘 As bolsas ontem (14/12): Dow Jones Industrials (+0,43%), S&P 500 (+0,26%), Nasdaq Composite (+0,19%), Stoxx 600 (+0,87%), Ibovespa (+1,06%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Demissões em startups e techs ainda são ameaça com chegada do fim do ano
• Mercados têm momento ‘all in’ com aposta em virada nos juros nos EUA
• Unigel obtém na Justiça proteção temporária de 60 dias contra credores
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