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Como ressoa no Brasil o fim dos juros altos nos EUA

Também no Breakfast: Demissões ainda ameaçam startups e techs | Acordo climático da COP28 pode concretizar a transição energética? | Argentina pagará parcela ao FMI, enquanto tenta renegociar acordo

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Uma euforia tomou conta dos mercados financeiros depois que o Federal Reserve sinalizou o fim do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos e até um possível corte de 0,75 ponto percentual em 2024, levando o Ibovespa a atingir a pontuação máxima histórica durante o pregão de quinta-feira (14).

O momento favorável, no entanto, exige cautela para o investidor alocado no Brasil, de acordo com Caesar Maasry, chefe da área de mercados emergentes e investimentos globais do Goldman Sachs.

Em entrevista à Bloomberg Línea nesta quinta, Maasry afirmou que os ativos brasileiros tendem a ser beneficiados com o cenário global mais favorável – como ocorreu nos últimos dias –, mas ele chamou a atenção para o fato de que o Ibovespa já vinha superando outros mercados emergentes e se valorizando desde novembro, o que pode, portanto, reduzir o potencial de ganhos.

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Leia mais: Como o fim da alta do juro nos EUA afeta o Brasil, aponta estrategista do Goldman

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No Radar

Em apenas 24h, o Federal Reserve (Fed) ficou sozinho com o aceno de uma política monetária mais branda. Na quarta-feira, deu o sinal mais claro até o momento de que os cortes dos juros não devem demorar em chegar. Ontem, porém, tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE) afirmaram claramente que ainda não concluíram o trabalho contra a inflação. Os traders, portanto, têm material divergente para suas análises de investimento.

🌪️ Dia de volatilidade. Hoje tem “quadruple witching”, a “hora bruxa” em que vencem, simultaneamente, contratos futuros e de opções sobre índices e ações, o que gera muita volatilidade nos mercados. Nada menos que US$ 3,1 trilhões em contratos em aberto devem expirar ou ser rolados para o novo ano.

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🤔 Pé-atrás. BCE, BoE e o Banco da Suíça (SNB) mantiveram ontem o custo do dinheiro. E o banco central da Noruega, o Norges, surpreendeu com uma alta de 0,25 ponto percentual, para 4,50%, evidenciando sua intenção de permanecer nesta toada até outono europeu de 2024. Agora, os operadores se perguntam se o Fed tratará de esfriar as expectativas dos investidores para evitar uma “exuberância irracional” nos mercados.

🇪🇺 Perigo de recessão. A atividade do setor privado na Zona do Euro piorou no final do ano, aumentando o risco de que a região sofra uma recessão no segundo semestre. O índice dos gerentes de compras da S&P Global contraiu-se pelo sétimo mês em dezembro, baixando para 47. Os economistas esperavam um ligeiro aumento - embora ainda previssem que o indicador permaneceria bem abaixo do nível 50, que marca a expansão. Tanto o setor industrial quanto o de serviços recuaram.

Mais sobre os eventos que movem os mercados hoje

Os mercados esta manhã
🔘 As bolsas ontem (14/12): Dow Jones Industrials (+0,43%), S&P 500 (+0,26%), Nasdaq Composite (+0,19%), Stoxx 600 (+0,87%), Ibovespa (+1,06%)

LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ AGENDA: Os eventos e indicadores de destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Demissões em startups e techs ainda são ameaça com chegada do fim do ano

Mercados têm momento ‘all in’ com aposta em virada nos juros nos EUA

Unigel obtém na Justiça proteção temporária de 60 dias contra credores

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⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Equipe Breakfast: Michelly Teixeira (Editor/Newsletter Coordinator), Filipe Serrano (Editor, Brazil), Mariana d’Ávila (Assistant Editor, Brazil), Victor Sena (Assistant Editor, Brazil)