Mercado na Ásia indica alta com investidores à espera da decisão do Fed

Investidores na região também estão na expectativa de o banco central da China cortar taxas de médio prazo em decisão na quinta-feira

Principal índice do país tinha alta de 1% no contrato futuro antes da abertura da sessão à vista
Por Brett Miller
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Bloomberg — As ações na Ásia estão prontas para subir no pregão nesta quarta-feira (14), com os traders apostando que a inflação mais fraca nos EUA em maio minimizou qualquer risco de o Federal Reserve aumentar as taxas de juros na reunião à tarde (no horário de Nova York).

Os investidores na Ásia também estão otimistas com as perspectivas para o Banco Popular da China, que pode cortar as taxas de empréstimos de médio prazo na quinta-feira (15), e do Banco do Japão, que deve manter sua política frouxa inalterada na sexta-feira (16).

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Contratos futuros no Japão apontavam alta de mais de 1% no início desta quarta-feira no país, enquanto os futuros dos índices da Austrália e de Hong Hong Kong também tinham ganhos.

Nesta terça (13) nos Estados Unidos, o S&P 500 continuou a subir e garantiu mais um forte estímulo para o mercado da Ásia. Foi o quarto dia consecutivo de aumento no índice - sua mais longa sequência desde o início de abril, que se aproxima da marca de 4.400 pontos.

O “índice do medo” de Wall Street - como é chamado o índice de volatilidade Cboe - caiu abaixo de 15, contra uma média de 23 no ano passado, reforçando os ativos de risco como as ações. Já o dólar mantém uma queda no início deste pregão asiático desde o encerramento da sessão dos EUA.

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No mercado, os traders de swap acreditam que as chances de um aumento dos juros pelo Fed agora em junho é de apenas 10%, embora ainda vejam o potencial para uma alta em julho.

Tiffany Wilding, da Pacific Investment Management, espera que o Fed sinalize que uma possível pausa não deve ser interpretada como o fim dos aumentos.

Alexandra Wilson-Elizondo, da Goldman Sachs Asset Management, vê uma “pausa”, mas uma “pausa hawkish”, já que a inflação permanece incompatível com a meta de 2%.

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Para o UBS Chief Investment Office, o tom deve ser o mesmo, e os membros do Fed vão enviar uma “mensagem clara” de que pelo menos mais um aumento é provável em outra reunião.

Ian Lyngen, da BMO Capital Markets, disse que estará atento a quaisquer comentários de Jerome Powell sobre a recente alta do S&P 500. Em dezembro, o presidente do Fed destacou a importância de o mercado financeiro continuar a refletir as restrições colocadas para domar a inflação.

Tanto o índice cheio de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) quanto seu núcleo – que exclui alimentos e energia – desaceleraram na comparação anual em maio segundo os dados divulgados nesta terça, destacando a queda da inflação desde o pico do ano passado. A inflação em 12 meses está agora em seu nível mais baixo desde março de 2021, a 4%.

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Já o petróleo caiu na quarta-feira, depois de se recuperar em mais de 3% na terça-feira. O ouro estava estável, assim como o Bitcoin.

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