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Petrobras: o peso da Margem Equatorial

Também no Breakfast: O acordo para evitar um default dos EUA; A saída de uma seguradora global do Brasil e A seca sem precedentes que muda o agronegócio e a vida na Europa

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

A perfuração de poços de petróleo em uma área próxima à região amazônica é considerada um grande passo para os planos da Petrobras e do Brasil de expandir sua produção futura e é por essa razão que a decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de negar o pedido de licença ambiental causou tanta repercussão.

Caso a companhia não tenha de fato seu recurso atendido, terá que fazer a retirada da estrutura de apoio já instalada na área conhecida como Margem Equatorial desde meados de dezembro. A estimativa é que a companhia tenha desembolsado de US$ 150 milhões a US$ 180 milhões à espera da autorização, segundo a consultoria especializada Wood Mackenzie.

Os custos com essa infraestrutura incluem plataforma, embarcações de apoio e até helicópteros para fazer os trabalhos em alto-mar, segundo disse o diretor de pesquisa na área de upstream para América Latina da Wood Mackenzie, Marcelo de Assis, à Bloomberg Línea.

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Conhecida como “novo pré-sal”, a Margem Equatorial é constituída por cinco bacias, do Amapá ao Rio Grande do Norte, incluindo a Foz do Amazonas, foco da polêmica. E é a grande aposta da Petrobras para elevar seus volumes de petróleo no país a partir da próxima decada.

Leia mais: Petrobras: o que é e quanto custou o projeto Margem Equatorial, que o Ibama negou

Petrobras tem buscado novos campos para que possa elevar a produção nos próximos anos (Francesca Gennari/Bloomberg)

No Radar

O acordo entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos, alcançado no fim de semana, pode evitar o colapso das contas do país caso seja votado a tempo. Os investidores ponderam agora os efeitos do corte de gastos em um cenário de desaceleração econômica e juros em alta.

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📆 Trabalho é destaque. A chance de acordo foi antecipado no último pregão e hoje, com o feriado nos Estados Unidos e no Reino Unido, os mercados à vista estarão fechados nestas praças. A agenda da semana é marcada por uma série de indicadores do mercado de trabalho norte-americano, incluindo o payroll de abril, que podem movimentar apostas sobre o aperto monetário em junho, caso os números continuem fortes.

💲 Incentivo na China. Com a recuperação econômica perdendo força, Pequim estuda conceder incentivos fiscais para a indústria de ponta, a fim de fortalecer o país e, ao mesmo tempo, lidar com a concorrência norte-americana em inovação tecnológica, segundo a Bloomberg. Dados divulgados nesta segunda-feira (29) mostram que os lucros industriais na China caíram 20,6% entre janeiro e abril, ante igual período de 2022. Só em abril, a retração foi de 18,2%.

🆙 Mais inovação. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresentou novos produtos e serviços vinculados à inteligência artificial, o que lhe dará combustível para ampliar o recente rali de US$184 bilhões. Uma das iniciativas da fabricante de chips mais valiosa do mundo é uma plataforma de supercomputador chamada DGX GH200 que ajudará a criar sucessores para o ChatGPT. Meta Platforms, Google e Alphabet devem ser alguns dos primeiros usuários desse equipamento.

Leia a nota completa na seção de Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas na sexta-feira (26/05): Dow Jones Industrials (+1,00%), S&P 500 (+1,30%), Nasdaq Composite (+2,19%), Stoxx 600 (+1,15%), Ibovespa (+0,77%)

Mais uma vez a euforia de investidores com as ações de inteligência artificial e, por tabela, de tecnologia, prevaleceu no sentimento do investidor e levou a ganhos nos mercados. Isso antes do acordo anunciado na noite de sábado sobre o teto da dívida dos EUA.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

Feriado: EUA e Reino Unido

EUA: Despesa de Consumo Pessoal (PCE)-Fed de Dallas/Abr)

Europa: Itália (Balança Comercial/Abr)

Ásia: Hong Kong (Balança Comercial/Abr); Japão (Taxa de Desemprego/Abr, Licenças de Construção/Abr)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Biden e líder republicano chegam a acordo inicial para evitar default dos EUA

Por que a Liberty decidiu sair do Brasil e de LatAm em negócio de R$ 7,4 bi

Petrópolis, dona da Itaipava, quer deságio de até 70% para pagar fornecedores

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Brasil lidera expansão de investimento da América Latina no exterior | Ele foi o investidor mais temido de Wall St. E quer revidar após perder US$ 15 bi | Primeiro-ministro espanhol convoca eleições gerais antecipadas para 23 de julho

• Opinião Bloomberg: IA vai turbinar a produtividade, mas os trabalhadores serão favorecidos?

• Para não ficar de fora: Como a grande seca chegou décadas antes do esperado e muda a Europa

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