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O tamanho do risco na Petrobras

Também no Breakfast: O pessimismo do investidor no mercado americano; Elon Musk e a primeira aquisição do Twitter; e a decisão mais difícil para Tim Cook na Apple

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

O fim da política de paridade internacional dos preços da gasolina e do diesel pela Petrobras não causou a perda de valor esperada por muitos investidores. No fechamento, as ações subiram 2,24% (ON) e 2,49% (PN), respectivamente. Mas há explicações.

Segundo o consenso de analistas, a reação inicial positiva deve-se ao fato de que o anúncio veio mais brando do que o esperado e eliminou parte das incertezas que pairavam sobre a nova política de preços.

Apesar do anúncio menos intervencionista do que o esperado, aliviando as preocupações dos investidores, alguns analistas seguem cautelosos com as ações da companhia.

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Desafios do novo CEO

Com a nova política, o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, que assumiu no começo do ano, navega entre as ambições do Brasil para o desenvolvimento industrial e investidores que esperam ser compensados com lucros e dividendos.

Reduzir o vínculo com os preços internacionais expõe a Petrobras a ações coletivas de acionistas, bem como uma possível intervenção do tribunal de contas do Brasil e do regulador antitruste. A legislação societária brasileira pune executivos, diretores e acionistas controladores caso tomem medidas contrárias aos interesses da empresa.

A Petrobras disse que segue comprometida com a sustentabilidade financeira e que a nova política permitirá realizar os investimentos previstos em seu plano estratégico.

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Leia mais: Petrobras: como a Faria Lima avalia o fim da paridade de preços internacionais

Sede de Petrobras en Río de Janeiro.

No Radar

A chance de uma recessão e a incerteza sobre o rumo da política monetária misturam-se aos riscos associados ao limite da dívida dos Estados Unidos e colocam os investidores em resguardo. Ao mesmo tempo, o rumo divergente das economias chinesa e japonesa está em perspectiva, enquanto o mundo corporativo traz novidades.

📆 Contra o tempo O presidente Joe Biden e os líderes do Congresso transmitiram um tom mais otimista sobre um acordo para aumentar o teto da dívida e evitar um calote previsto a partir do dia 1º de junho. Nas palavras de Biden, houve um “consenso esmagador” de que a inadimplência não é uma opção. A urgência das negociações levou-o a encurtar sua viagem para a Ásia e voltar no domingo de seu encontro com o G-7 no Japão, para onde embarca hoje.

🇯🇵 🇨🇳 Direções opostas. A economia japonesa cresceu +1,6%, acima do previsto, no primeiro trimestre deste ano, ampliando a expectativa de possível mudança na política monetária expansiva do país. Em direção contrária, a economia chinesa continua dando sinais de fraca recuperação, o que levou o JPMorgan a reduzir a previsão para o PIB do país deste ano de +6,4% para +5,9%. O Barclays também revisou sua projeção de +5,6% para +5,3%.

💊 Apetite no mercado. A Pfizer fez uma venda de títulos de dívida no valor de US$31 bilhões, segundo a Bloomberg. A empresa teve demanda de US$85 bilhões para a oferta de seus títulos com grau de investimento. O montante será usado pela farmacêutica para financiar a compra da Seagen.

Leia a nota completa na seção de Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (16/05): Dow Jones Industrials (-1,01%), S&P 500 (-0,64%), Nasdaq Composite (-0,18%), Stoxx 600 (-0,42%), Ibovespa (-0,77%)

Em um dia de queda no exterior e no mercado doméstico, investidores foram tomados pela cautela diante da extensão do impasse sobre o teto da dívida nos EUA. No Brasil, as quedas das ações de Vale e Magazine Luiza ajudaram a derrubar o Ibovespa e interromper a sequência de oito altas.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos de Hipotecas MBA, Índice de Compras MBA, Licenças de Construção/Abr, Construção de Novas Casas/Abr, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: Zona do Euro (IPC/Abr); Licenciamento de Veículos/Abr (Reino Unido, Alemanha, França e Itália); França (Taxa de Desemprego/1T23); Itália (Balança Comercial/Mar); Portugal (PIB/1T23)

• Ásia: Japão (Balança Comercial/Abr, Produção Industrial e Uso da Capacidade Instalada/(Mar)

• América Latina: Brasil (Vendas no Varejo/Mar,IGP-10, Fluxo Cambial)

• Bancos centrais: Discurso de Andrew Bailey (BoE) e Luis de Guindos (BCE)

• Balanços: Cisco, Siemens, Target, Macy’s, Zurich Insurance Group, Grupo Argos

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Avaliamos a Braskem e outras. O plano é dobrar de tamanho’, diz CEO da Unipar

Como um calote da Odebrecht impactou o primeiro balanço da nova gestão do BB

Pessimismo dos investidores atinge máxima do ano, aponta pesquisa do BofA

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: UBS vê ganho de US$35 bilhões com o Credit Suisse, mas alerta para custos legais | Na Oncoclínicas, aquisições e centros para o câncer levam receita a crescer 60% | Ex-CEO do SVB se recusa a devolver salário anual de US$ 10 mi e diz que não errou

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