Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
Alguns dos maiores investidores institucionais do mundo estão apostando em moedas de emergentes como o Brasil para superar seus pares de nações ricas à medida que o aperto monetário se aproxima do fim, o crescimento desacelera e crescem os apelos por um dólar mais fraco.
A T. Rowe Price, que administra US$ 1,3 trilhão em ativos, a Fidelity International e a abrdn estão entre as empresas globais que fazem apostas otimistas em certos ativos da América Latina, onde dois anos de aumentos agressivos nas taxas de juros amenizaram a inflação, colocando-a em curso para cortes mais cedo do que na maioria das outras regiões.
Ontem, o dólar caiu 0,89% e encerrou negociado a R$ 4,89. No fim de 2022, a moeda americana estaba cotada a R$ 5,28.
A francesa Amundi, maior administradora de fundos da Europa, com cerca de US$ 2,1 bilhões em ativos sob gestão, espera que o peso mexicano e o real brasileiro liderem a recuperação.
Um número maior de nações em desenvolvimento está vendo suas taxas ajustadas pela inflação se tornarem positivas e aumentarem sua diferença em relação aos países desenvolvidos. No caso brasileiro, a força de commodities também dá sustentação ao câmbio.
⇒ Leia mais: Dólar perderá mais força ante o real? Essa é a aposta da vez de fundos globais

No Radar
Os mercados acompanham hoje a reunião entre o presidente Joe Biden e congressistas dos EUA em busca de um acordo para ampliar o teto da dívida e evitar um calote do governo. Os investidores também colocam na balança novos dados indicando recuperação lenta da China e discursos de vários diretores do Federal Reserve (Fed) após Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, declarar ser a favor de pausar a alta dos juros.
💸 Impasse de risco. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, reafirmou que o limite da liquidez dos EUA pode se dar a partir do dia 1º de junho e que a incerteza sobre um acordo para a dívida já pesa sobre o custo dos títulos do governo. Estrategistas alertam que esse impasse tende a gerar volatilidade e afetar o mercado acionário.
🛢️ Recompondo reservas. Os preços do petróleo estão em alta após os EUA solicitarem ofertas para recompor seus estoques de emergência com até 3 milhões de barris de petróleo, com entrega para agosto.
🐌 Passo lento. A China voltou a mostrar indicadores decepcionantes. A produção industrial cresceu +5,6% em abril, quase a metade do esperado (+10,9%). As vendas do varejo avançaram +18,4% ante previsão de 21,9%, a taxa de investimento desacelerou para +4,7% e o desemprego entre jovens tocou o recorde de +20,4% em abril.
✂️ Demissões massivas. A nova CEO do grupo Vodafone, Margherita Della Valle, apresentou um plano para reativar o crescimento da gigante das telecomunicações, prometendo cortar empregos e simplificar a estrutura corporativa da empresa. A empresa demitirá cerca de 11.000 empregados nos próximos três anos, buscará mudanças em seu posicionamento na Alemanha e iniciará uma “revisão estratégica” de sua unidade espanhola, que atrai o interesse de potenciais compradores.
→ Leia a nota completa na seção de Mercados

🟢 As bolsas ontem (15/05): Dow Jones Industrials (+0,14%), S&P 500 (+0,30%), Nasdaq Composite (+0,66%), Stoxx 600 (+0,25%), Ibovespa (+0,52%)
Em mais um dia no aguardo de um acordo sobre o teto da dívida dos EUA, os principais índices dos EUA fecharam com ganhos moderados. No Brasil, a alta do minério de ferro pesou a favor da ação da Vale e o Ibovespa fechou em alta pelo oitavo pregão consecutivo, acima dos 109 mil pontos.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Produção Industrial/Abr, Uso da Capacidade/Abr, Estoques das Empresas/Mar, Vendas no Varejo/Abr, Índice RedBook, Índice NAHB de Mercado Imobiliário/Mai, Estoques de Petróleo Bruto
• Europa: Zona do Euro (PIB/1T23, Taxa de Desemprego/1T23, Balança Comercial/Mar, Percepção Econômica ZEW/Mai); Reino Unido (Taxa de Desemprego/Abr); Alemanha (Índice ZEW de Condições Atuais e Percepção Econômica/Mai); Itália (IPC/Abr)
• Ásia: Japão (PIB/1T23); China (Preços de Imóveis/Abr)
• América Latina: Brasil (Crescimento do Setor de Serviços/Mar)
• Bancos centrais: Discursos de Loretta Mester, John Williams, Raphael Bostic e Austan Goolsbee (Fed), Christine Lagarde (BCE)
• Balanços: Baidu, Home Depot, Sea, Vodafone, Tencent
🗓️ Os eventos de destaque na semana →
Destaques da Bloomberg Línea:
• Nubank amplia depósitos em 34% e reduz custo de funding; ação sobe 8%
• Wilson, do Morgan Stanley: impasse da dívida dos EUA pesa sobre a bolsa
• XP lucra R$ 796 mi no 1º tri e supera projeção; despesa cai 24% após demissões
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