Ibovespa oscila com arcabouço fiscal no radar e após dados de inflação nos EUA

Dados do CPI nos EUA animam os mercados globais nesta quarta (10); por aqui, possível novo atraso do arcabouço fiscal limita os ganhos

Dados de inflação nos EUA são digeridos nesta quarta
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) tenta manter os ganhos na manhã desta quarta-feira (10), em um dia de bom humor externo após dados de inflação nos Estados Unidos virem melhores do que o esperado em abril.

Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o principal índice de renda variável da bolsa brasileira subia 0,07%, na casa dos 107 mil pontos, enquanto o dólar recuava, negociado abaixo de R$ 5.

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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA teve alta de 0,4% em abril, em linha com o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg.

O núcleo da inflação, que desconsidera itens mais voláteis como alimentos e energia, por sua vez, registrou alta de 0,4% na base mensal, também em linha com o esperado. No acumulado em 12 meses, a taxa subiu 5,5%, abaixo dos 5,6% em março, o que pode servir como sinal de alívio para o Federal Reserve.

Na cena doméstica, os investidores pesam um possível atraso no arcabouço fiscal. Em fala à imprensa após reunião no Palácio do Planalto com os ministros Rui Costa e Alexandre Padilha, o relator do plano fiscal, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), não garantiu a entrega do texto na quinta-feira (11), como previsto, dado que “o projeto ainda não está amarrado o suficiente”.

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Isso pode fazer com que a votação seja prorrogada para a próxima semana.

Entre as commodities, o minério de ferro avança nesta quarta, na contramão da maioria das commodities, com a retomada da produção por algumas siderúrgicas chinesas. O movimento sinaliza que a demanda pode estar aumentando durante o tradicional período de pico de construção do país.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (10):

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  • O Ibovespa tinha leve alta de 0,07%, negociado aos 107.192 pontos por volta das 10h25 (horário de Brasília);
  • O dólar à vista recuava 0,69%, a R$ 4,95;
  • Nos EUA, os índices futuros avançavam: o S&P 500 subia 0,83% enquanto o Nasdaq 100 tinha alta de 0,96%;

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