Rodadas da semana: fundo da Renner faz o primeiro aporte fora do Brasil

Startup Radar, com sede em Nova York, desenvolve soluções de gestão de estoque para o varejo; empresas de logística e finanças também receberam investimentos

As startups latino-americanas captaram US$ 436 milhões em abril
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Bloomberg Línea — Startups que atuam nos setores de finanças, logística e varejo levantaram aportes nesta semana semana.

Um dos destaques foi a Radar, empresa com sede em Nova York que desenvolve soluções para o controle de estoque para o varejo e que recebeu um aporte minoritário do RX Ventures, fundo de venture capital da Renner (LREN3). É o primeiro contrato de investimento do fundo em uma startup fora do Brasil (mais informações abaixo).

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Os aportes ocorrem em um momento em que o mercado de venture capital ensaia uma recuperação na América Latina. As startups latino-americanas captaram US$ 436 milhões em abril, o segundo melhor resultado de 2023.

Apesar de ser uma queda de 48% ano contra ano, o valor é 78% maior em comparação com março, segundo dados da plataforma Sling Hub. Foram 61 rodadas de investimento na região em abril, uma a menos que março.

No Brasil, os investimentos caíram 72% em abril contra o mesmo período do ano passado. Proptechs e insurtechs, contudo, que ocupam o segundo e terceiro lugar em financiamento, cresceram com os aportes na Habi (US$ 100 milhões) e na Cilia Tecnologia (US$ 21,7 milhões).

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Para o primeiro trimestre de 2023, a Lavca (Associação para o Investimento de Capital Privado na América Latina) registrou US$ 800 milhões investidos em startups da América Latina, uma queda de 25% contra o último trimestre de 2022.

Dados da Lavca mostram que o venture debt (alternativa de captação por dívida) viu o maior apetite de investidores em dólar, representando mais da metade (51%) do capital investido em sete transações no trimestre, somando US$ 395 milhões.

Segundo a Lavca, tomadores de dívida também receberam os maiores cheques no trimestre, com financiamento para as fintechs Marco Financial (US$ 200 milhões) e Clara (US$ 90 milhões).

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Veja quem recebeu dinheiro nos últimos dias:

R2

A R2, uma fintech de infraestrutura de empréstimos com atuação em diferentes países da América Latina, fechou um crédito de US$ 100 milhões com a gestoraglobal Community Investment Management (CIM), especificamente para a carteira de empréstimos da R2.

Este tipo de acordo de financiamento de crédito é lastreado por ativos pela carteira de empréstimos da R2 no México e será utilizado para crescer a própria carteira da empresa. É diferente de uma linha de dívida de capital de risco que pode ser usada para muitos casos de uso.

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“Conseguimos este financiamento porque temos um diferencial em termos de como avaliamos empréstimos. Trabalhamos com plataformas de tecnologia e estamos alavancando os dados que essas plataformas têm para avaliar o risco, então estamos capacitando nossos parceiros a conceder crédito aos comerciantes”, disse o CEO e co-fundador da R2, Roger Larach, em entrevista à Bloomberg Línea.

“Esta avaliação é feita com dados que as plataformas possuem. Estes são dados que nem todos têm e é por isso que a CIM estava muito animada para trabalhar conosco.”

A R2 fornece serviços para plataformas de tecnologia como Frubana, Rappi e Clip.

Em meio a um ambiente difícil para o crédito, devido às altas taxas de juros, a R2 não divulga os termos da linha de crédito. A startup já originou mais de US$ 20 milhões em receita e financiamento baseado em pagamentos para mais de 6.000 pequenas e médias empresas no México, Colômbia, Chile e Equador.

O novo veículo de US$ 100 milhões segue a rodada de investimentos Série A da R2, de US$ 15 milhões, liderada pela Gradient Ventures, o fundo de investimento focado em inteligência artificial do Google, com participação do escritório da família Adam e Rebekah Neumann, da WeWork.

Recentemente, a fintech contratou o ex-VP da Capital One, Nimit Sharma, como Diretor de Risco, e Guillermo Bravo, ex-Head de Sistemas de Crédito para Pagamentos B2B da Amazon, como VP de Produto.

Radar

O RX Ventures, fundo de Corporate Venture Capital (CVC) da Lojas Renner, assinou seu primeiro contrato de investimento em uma startup fora do Brasil.

O aporte minoritário foi feito na Radar, uma startup de varejo sediada em Nova York que desenvolve soluções para controle de estoques, localização e acompanhamento em tempo real do manuseio e da movimentação de produtos nos pontos de venda com uso de visão computacional e identificação por radiofrequência.

O braço de investimento da Renner foi o único fundo da América Latina a participar da rodada liderada pela Align Ventures, dos Estados Unidos.

American Eagle Outfitters, Y Combinator e Founders Fund, que já eram investidores, também aportaram na Radar, que, desde que começou a operar, em 2013, já captou mais de US$ 50 milhões.

Bump

A Bump, uma startup focada em conectar usuários brasileiros a uma rede móvel de ponto a ponto, recebeu US$ 2 milhões em financiamento pré-Seed. A rodada foi liderada pela Pillar VC e contou com a participação da The Melon, uma empresa especializada em web3.

A Bump lançou um aplicativo Android em março de 2023 na Universidade Federal do Rio de Janeiro para ampliar acesso à internet em campi universitários públicos.

A empresa permite que o usuário conecte-se à internet sem a necessidade de login em redes públicas por meio de compartilhamento de internet de outros usuários. Os usuários que compartilham internet móvel devem receber criptomoedas como recompensa.

CargOn

Após completar três anos de operação, a CargOn, uma operadora logística digital, recebeu aportes de mais de R$ 5 milhões aplicados pela TechInvestor, fundo do Grupo Viasoft, e pela plataforma de crowdfunding EqSeed.

Em rodada de investimento anterior, o grupo Viasoft já detinha 15,66% da startup. Agora, pela TechInvestor foram adquiridos outros 13,43%, até então pertencentes a investidores-anjo, realizando o movimento de “exit” (saída) – quando um determinado empreendimento alcança certo estágio de solidez, assegurando o retorno aos investidores.

O valuation (valor de mercado) da CargOn, na operação, foi de R$ 47,5 milhões.

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