Futuros da Ásia apontam para abertura mista com foco na recuperação da China

Nos EUA, investidores aguardam balanços corporativos, Livro Bege e comentários de autoridades como John Williams, Raphael Bostic e Loretta Mester

Temporada de balanços corporativos será acompanhada de perto
Por Brett Miller
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Bloomberg — Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos têm leve alta enquanto as principais moedas operam estáveis em um início cauteloso das negociações na segunda-feira (17), depois que os rendimentos do Tesouro subiram na semana passada devido a apostas de alta nas taxas e as ações em Wall Street fecharam a sexta-feira (14) em baixa.

Os contratos para os benchmarks de ações asiáticas apontavam para uma abertura mista, com Hong Kong em queda, Japão em alta e Austrália marginalmente com ganhos.

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À medida que as preocupações com o setor bancário diminuem e a pressão inflacionária persiste nos EUA, os investidores aumentaram as apostas por pelo menos mais um aumento na taxa de juros do Federal Reserve este ano, que está se espalhando pelos mercados globais.

O S&P 500 caiu 0,2% na sexta-feira, reduzindo seu ganho na semana para 0,8%, enquanto o índice Nasdaq 100 conseguiu extrair um ganho de 0,1% nos cinco dias, com nomes de tecnologia mais sensíveis aos juros, como como Microsoft (MSFT) e Apple (AAPL), puxando o benchmark.

Os traders de swaps aumentaram as apostas para um aumento da taxa até junho e os preços sugerem que uma alta de 0,25 ponto percentual tem grandes chances para maio.

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Nesta semana, os investidores aguardam a divulgação do Livro Bege do Fed e os comentários de autoridades como John Williams, Raphael Bostic, Loretta Mester e Lisa Cook. Os mercados ficaram abalados na semana passada depois que o governador do Fed, Christopher Waller, disse que era a favor de mais aperto nas políticas monetárias para combater a inflação.

Grande parte do foco na Ásia estará na China e na força de sua recuperação econômica. Os números divulgados na terça-feira (18) devem mostrar que o Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 3,9% no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, bem abaixo da meta do governo de crescimento anual de cerca de 5%.

Os dados de março podem mostrar aumentos na produção industrial, nos investimentos e nas vendas no varejo.

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Antes da abertura dos mercados na Ásia, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, com a taxa de dois anos saltando para negociar em torno de 4,1%, depois que uma medida das vendas no varejo de março mostrou que as leituras do núcleo caíram menos do que o estimado.

Na semana passada, o destaque em Wall Street ficou para o setor financeiro, com o JPMorgan (JPM) e o Citigroup (C) liderando os ganhos. As garantias sobre a saúde do setor e um aumento nos depósitos após as quebras de três bancos menores dos EUA em março levaram os grandes bancos a subirem na sexta-feira.

O setor permanecerá no radar na segunda-feira, quando a Charles Schwab e a State Street divulgarem seus resultados. Os investidores estarão procurando sinais de saúde da Schwab, que despencou quase 40% este ano, com o aumento das taxas de juros pesando sobre a corretora. Bank of America e Goldman Sachs reportarão no final da semana, assim como Netflix e Tesla.

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Embora dados recentes sugiram que os preços descontrolados estão se moderando um pouco, um relatório de sexta-feira (14) sugere que os americanos estão pessimistas. As expectativas de inflação aumentaram em abril, com os consumidores vendo os preços subindo 4,6% em uma base anual, acima dos 3,6% em março, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan.

Nas commodities, o petróleo bruto registrou sua quarta semana de ganhos em meio a sinais de aperto no mercado global, enquanto o ouro caiu. O Bitcoin subiu, mantendo-se acima do nível chave de US$ 30.000, patamar que rompeu no início da semana.

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