Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) avança nesta terça-feira (28), superando os 100 mil pontos, com os investidores repercutindo as afirmações do ministro da Fazenda Fernando Haddad de que o novo arcabouço fiscal deverá sair esta semana.
Por volta das 16h (horário de Brasília), o principal índice de renda variável subia 1,5%, aos 101.170 pontos, enquanto o dólar cedia para R$ 5,18. A sessão era marcada por ganhos das blue chips na bolsa, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), que subiam 1,30%, 1,31% e 1,47%, respectivamente, na B3.
O movimento acontece mesmo após o tom mais duro da ata da última reunião do Copom, que voltou a sugerir a possibilidade de uma retomada do ciclo de alta dos juros caso se mostre necessário.
No documento, o comitê disse que seguirá avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica por um período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação à meta. O grupo também reforçou que “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.
Na avaliação de Caio Megale, economista-chefe da XP, o Copom mostrou que o processo de desinflação pode ser alcançado, mas que requer paciência, foco em manter políticas fiscais e parafiscais equilibradas e menos ruído sobre a credibilidade das metas.
A XP espera uma Selic de 13,75% ao ano no fim de 2023. “No entanto, se a economia continuar desacelerando e as expectativas de inflação se estabilizarem em resposta às ações monetárias e fiscais, vemos espaço para uma flexibilização gradual mais cedo, no segundo semestre deste ano”, destaca Margato.
Nos Estados Unidos, os traders de swap precificam uma probabilidade de mais de 50% de que o Federal Reserve eleve as taxas em 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião. Eles continuam esperando uma flexibilização acentuada depois disso, com preços sugerindo que a taxa básica de juros cairá para cerca de 4,3% em dezembro, abaixo dos 4,95% esperados para maio.
Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (28):
- O Ibovespa subia 1,51% por volta das 16h (horário de Brasília), negociado aos 101.176 pontos;
- O dólar à vista recuava 0,42%, a R$ 5,18;
- Nos EUA, os índices recuavam: o Dow Jones caía 0,22%, o S&P 500 recuava 0,38%, enquanto o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,78%;
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