Cinco coisas que você precisa saber para começar esta segunda-feira

Compra do Credit Suisse pelo UBS é destaque nesta segunda-feira (20), em semana de “Super Quarta” com decisões de juros nos EUA e no Brasil

UBS está pagando US$ 3,25 bilhões por seu rival
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Bloomberg Línea — O dia é movimentado de notícias importantes para o mercado global. A começar pelo UBS (UBS), que anunciou neste final de semana que irá absorver o Credit Suisse (CS), criando um único gigante bancário suíço.

Investidores continuam a monitorar quaisquer sinais que possam indicar futuros estresses bancários às vésperas da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros dos Estados Unidos, na quarta-feira (22).

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Expectativas do mercado, que eram de alta de 0,50 pp, mudaram rapidamente e estão em 0,25 pp, diante do receio de contágio das dificuldades enfrentadas por bancos nos Estados Unidos e na Europa.

Ainda falando sobre juros, com expectativas unânimes de manutenção da Selic em 13,75% no Copom dos dias 21 e 22, o mercado vai buscar no comunicado eventuais mudanças na sinalização para as próximas decisões do Banco Central (BC), diante do aumento dos riscos externos e uma possível definição do arcabouço fiscal.

Nesta tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da fazenda, Fernando Haddad, se reúnem com outros ministros para discutir o arcabouço fiscal. A equipe econômica gostaria de anunciar a proposta antes do Copom, dado que a redução das incertezas fiscais poderia abrir espaço para um alívio monetário.

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Segundo a o jornal Folha de S. Paulo, Lula deve pedir mudança na regra que limita os gastos, que seria incompatível com seu discurso de campanha. Após a definição do presidente, o arcabouço deve seguir para o Congresso, onde o presidente da Câmara, Arthur Lira, designou um deputado do PP, de oposição, para relatar a proposta, segundo o jornal O Globo.

O relatório Focus, por sua vez, mostrou leve melhora nas expectativas para a inflação este ano.

Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta segunda-feira (20):

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1. UBS compra Credit Suisse

O UBS Group concordou em comprar o Credit Suisse em um acordo histórico mediado pelo governo da Suíça com o objetivo de conter uma crise de confiança que começou a se espalhar pelos mercados financeiros globais.

O banco suíço está pagando US$ 3,25 bilhões por seu rival em um acordo de ações que inclui extensas garantias do governo e provisões de liquidez. O preço por ação marcou uma queda de 99% em relação ao pico do Credit Suisse em 2007.

O banco central da Suíça está oferecendo uma assistência de liquidez de 100 bilhões de francos ao UBS, enquanto o governo está concedendo uma garantia de 9 bilhões de francos para possíveis perdas de ativos que o UBS está assumindo.

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O regulador Finma disse que cerca de 16 bilhões de francos em títulos do Credit Suisse, conhecidos como AT1s, se tornarão inúteis para garantir que os investidores privados ajudem a arcar com os custos.

As ações do UBS caíram 8,8% no início do pregão de Zurique nesta segunda (20), enquanto o Credit Suisse caiu cerca de 64% na bolsa, avaliando a empresa em cerca de 2,71 bilhões de francos.

2. Focus

O relatório Focus, do BC, divulgado nesta manhã, mostrou uma leve queda nas projeções para a inflação este ano, de 5,96% para 5,95%.

Além disso, houve piora nas estimativas para o PIB, caindo para 0,88% a expectativa de expansão da atividade, ante 0,89% anteriormente.

Com relação aos demais indicadores, os economistas consultados pelo BC seguem vendo a taxa Selic em12,75% em dezembro deste ano e câmbio de R$ 5,25 ao fim de 2023.

3. Mercados

Os títulos de renda fixa buscam uma recuperação nesta segunda (20), com investidores buscando ativos mais seguros enquanto avaliam as medidas das autoridades para garantir a estabilidade no setor bancário.

Os futuros de ações dos Estados Unidos e as ações europeias apagaram as perdas anteriores após a venda do fim de semana do Credit Suisse, mediada pelo governo, para o UBS.

Os formuladores de políticas estão correndo para fortalecer a confiança após os problemas no Credit Suisse e o colapso do Silicon Valley Bank, adicionados a preocupações mais amplas sobre a estabilidade financeira.

O Federal Reserve e outros cinco bancos centrais anunciaram uma ação coordenada para aumentar a liquidez nos acordos de swap do dólar americano para aliviar as tensões no sistema financeiro global. Os traders também estão avaliando o impacto que os eventos recentes terão no caminho do aperto da política do Fed antes de sua próxima decisão sobre as taxas, prevista para esta quarta-feira.

4. Manchetes do dia

Estadão: Montadoras de veículos param fábricas a partir de hoje por queda nas vendas e dão férias coletivas

Folha de S. Paulo: Impedir candidatura de Bolsonaro seria atrocidade e interferência na democracia, diz Flávio

O Globo: Pesquisa Ipec: contra polarização Lula x Bolsonaro, maioria quer terceira via viável

Valor Econômico: Copom deve manter juro inalterado em 13,75%

5. Agenda

Em um dia esvaziado de dados econômicos, acontece hoje às 11h, horário de Brasília, o discurso de Christine laarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE). Nos Estados Unidos, às 18h30 são divulgados os saldos de reservas com bancos do Federal Reserve.

-- Com informações da Bloomberg News.

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