Barcelona, Espanha — Os sinais sobre a política monetária norte-americana orientam o humor dos mercados e hoje são aguardados discursos de mais três dirigentes do Federal Reserve (Fed). Paralelamente, os investidores avaliam a perspectiva de recuperação da China e seus efeitos para a economia.
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A volatilidade dá o tom dos negócios nos futuros de índices dos Estados Unidos, onde os sinais de alta e baixa se alternam com pequenas variações. As bolsas europeias sobem e, na Ásia, o fechamento foi positivo em todas as principais bolsas .
No mercado de dívida, o prêmio do título norte-americano para 10 anos subia para 4,081% às 7h07 (horário de Brasília). O dólar se desvalorizava ante outras divisas, enquanto euro e libra se apreciavam.
Nos demais mercados, os contratos de petróleo WTI recuavam, enquanto o ouro subia. O bitcoin caia mais de 4% em meio ao aumento de temores após o banco americano Silvergate Capital, que trabalha com criptomoedas, ter avisado ontem que está avaliando sua viabilidade financeira.
→ O que move os mercados hoje
🗣️ Vozes do Fed. Depois que o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, sugeriu que o aperto de juros poderia ser pausado no verão (dos EUA), o governador do Fed, Christopher Waller, disse após o fechamento dos mercados que seria a favor de uma elevação maior da taxa de juros. Hoje falam os diretores Lorie Logan, Michelle Bowman e Thomas Barkin.
✂️ Cortes bancários. O Citigroup está cortando centenas de empregos, em um volume que representa menos de 1% da equipe do banco, segundo fontes consultadas pela Bloomberg. JPMorgan e Goldman Sachs anunciaram demissões há algumas semanas.
📉 Receita menor. A Dell prevê uma redução de 19% da receita no primeiro trimestre fiscal que termina em maio. A estimativa alimenta temores sobre a demanda fraca por computadores e ofuscou os resultados da empresa, que vieram melhores do que o previsto no quarto trimestre.
✈️ Levantando voos. A Lufthansa espera uma “melhora significativa” do lucro neste ano em relação ao resultado ajustado obtido em 2022, de US$ 1,6 bilhão. “A Lufthansa está de volta”, disse o CEO Carsten Spohr em um contexto de melhora da demanda por voos após a pandemia.
📲 Mudança rápida. A Foxconn, parceira da Apple, planeja investir cerca de US$ 700 milhões em uma nova fábrica no sul da Índia para aumentar a produção local, segundo fontes consultadas pela Bloomberg, em uma decisão que sinaliza uma mudança acelerada da fabricação da China à medida que as tensões entre EUA e China aumentam.
⛔ Bloqueio estendido. O Departamento de Comércio dos EUA adicionou dezenas de empresas da China à sua lista restritiva de exportações, incluindo a fabricante de servidores Inspur Group e unidades da empresa de genética BGI, citando atividades contrárias à segurança nacional e aos interesses da política externa.
💰 Apoio bilionário. A GQG Partners, de Rajiv Jain, um dos grandes investidores em mercados emergentes, desembolsou US$ 1,9 bilhão na compra de ações do Grupo Adani. Trata-se de um apoio relevante ao conglomerado, cujo valor de mercado encolheu US$ 153 bilhões desde que foi atingido por uma alegação de fraude por parte de um investidor, há um mês.

🟢 As bolsas ontem (02/03): Dow Jones Industrials (+1,05%), S&P 500 (+0,76%), Nasdaq Composite (+0,73%), Stoxx 600 (+0,51%), Ibovespa (-1,01%)
O apetite por risco no mercado dos EUA foi recuperado após Raphael Bostic (Fed) afirmar que o banco central poderia pausar a alta dos juros em algum momento deste verão. Ele também disse preferir um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa no final deste mês.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• PMI Serviços e Composto/Fev: EUA, Zona do Euro, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Brasil
• EUA: Atividade Empresarial ISM/Fev
• Europa: Zona do Euro (IPP/Jan); Alemanha (Saldo de Transações Correntes/Jan, Balança Comercial/Jan); França (Produção Industrial/Jan); Itália (PIB/4T22); Espanha (PMI Serviços/Fev)
• América Latina: Brasil (IPP)
• Bancos centrais: Discursos de Lorie Logan, Raphael Bostic, Michelle Bowman, Thomas Barkin (Fed)
• Balanços: Grupo Aval, Marvell, Revlon, Lufthansa e Pearson
(Com informações da Bloomberg News)
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