Petrobras: o que esperar da produção de combustíveis com novo imposto

O imposto temporário de 9,2% adicionará cerca de US$ 8 o barril ao custo da exportação de petróleo, segundo cálculos da Bloomberg

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro: pressão do governo pelo aumento dos investimentos
Por Lucia Kassai
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Bloomberg — Um imposto surpresa sobre as exportações brasileiras de petróleo cru pode estimular mais a produção de combustível no Brasil e reduzir as exportações da maior produtora da América Latina.

O imposto temporário de 9,2% adicionará cerca de US$ 8 o barril ao custo da exportação de petróleo, segundo cálculos da Bloomberg. O tributo permanecerá em vigor por quatro meses e foi criado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar os cofres do governo, que foram esvaziados durante a pandemia.

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A taxa extra pode levar a Petrobras (PETR3; PETR4) a enviar mais petróleo para o sistema de refino, de acordo com participantes do mercado. As exportações da empresa podem cair em 280.000 barris por dia, ou quase a metade, se ela decidir operar suas refinarias a pleno vapor. As refinarias estão operando atualmente com 86% da capacidade. Alguns barris também podem ficar nos depósitos da empresa.

Empresas privadas de perfuração, incluindo Shell e TotalEnergies, que carecem de tanques para armazenar petróleo localmente, podem ser obrigados a continuar exportando, segundo pessoas com conhecimento do assunto. O Brasil produz um tipo médio de óleo que é refinado por fabricantes de combustível da China aos Estados Unidos. As exportações no ano passado subiram para 1,35 milhão de barris por dia.

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