Dólar cai abaixo de R$ 5,10 e Ibovespa avança na contramão do exterior

No noticiário corporativo, a Americanas divulgou sua lista de credores totalizando 7.720 e um montante de R$ 41,2 bilhões devidos

Moeda recuava e era negociada a R$ 5,12 nesta quarta (25)
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Bloomberg Línea — O dólar é negociado abaixo de R$ 5,10, em uma sessão de forte queda nesta quarta-feira (25), dia de feriado em São Paulo.

A moeda americana recuava mais de 1% por volta das 16h (horário de Brasília), alcançando os menores patamares do ano. De acordo com Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o movimento acontece em meio ao cenário de maior apetite ao risco, com forte entrada de capital estrangeiro, o que contribui para a valorização do real.

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“O governo está há alguns dias sem dar grandes declarações polêmicas sobre o rumo fiscal, o que traz um cenário positivo para o Brasil, sinalizando que as políticas fiscal e econômica vão ser conduzidas de forma controlada”, diz.

Aliado a isso, uma taxa de juros mais alta – uma das mais altas do mundo – contribui para um carry trade atrativo, avalia Izac. O especialista chama a atenção ainda para os temores de recessão nos Estados Unidos em meio à temporada de balanços e antes da reunião de política monetária dos EUA na próxima semana, ampliando o apetite ao risco por emergentes, com destaque positivo para o Brasil.

“Se continuarmos navegando nesses mares, podemos ver o real sendo negociado em um patamar mais valorizado”, completou.

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Cena doméstica

Na bolsa, o Ibovespa (IBOV) apagou as perdas da manhã e operava em alta por volta das 16h15 (horário de Brasília), com ganhos de 0,92%. É feriado em São Paulo, mas a B3 opera normalmente.

No noticiário corporativo, a Americanas (AMER3) entregou na noite de terça-feira (24) a lista de credores, com o Bradesco (BBDC4) e o Deutsche Bank liderando o grupo. O banco alemão nega ter exposição de crédito à varejista.

Segundo o documento enviado pela companhia à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o passivo sujeito à recuperação judicial soma R$ 41,2 bilhões devidos à 7.720 credores. O dado diverge dos números apresentados pela Americanas no pedido de recuperação judicial, que apontava uma dívida estimada de R$ 43,1 bilhões com 16.300 credores. A ação subia cerca de 16% na B3 por volta das 16h15.

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Destaque ainda para a Petrobras (PETR3; PETR4), que recebeu aval para a nomeação de Jean-Paul Prates à presidência da estatal. O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será apreciado pelo conselho de administração na quinta-feira (26).

Bolsas internacionais

O movimento da bolsa brasileira é contrário ao visto nos mercados internacionais, que caem em meio à temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e temores geopolíticos.

Em um dia de agenda de indicadores esvaziada, as atenções recaem sobre a safra de balanços de grandes empresas nos EUA. Após o fechamento serão divulgados os números da Tesla (TSLA) e da IBM (IBM). Ontem, a Microsoft (MSFT) alertou para uma desaceleração à frente, alimentando preocupações sobre a saúde das empresas americanas.

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Os mercados monitoram ainda a decisão de Berlim de aprovar a reexportação de tanques de fabricação alemã, o que poderia provocar uma escalada da guerra na Ucrânia.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (25):

  • Por volta das 16h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,08%, aos 114.252 pontos;
  • O dólar à vista recuava 1,24%, negociado a R$ 5,08;
  • Nos EUA, os índices recuavam: o Dow Jones caía 0,06%, o S&P 500, 0,07%, enquanto o Nasdaq tinha queda de 0,28%;

-- Com informações da Bloomberg News

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