Petróleo recua com temores sobre recessão e aumento dos estoques dos EUA

Esta quinta-feira (19) também marca o primeiro dia de uma série de greves na França, inclusive nas refinarias do país.

Desaceleração das vendas no varejo dos EUA alimentam temores de uma possível recessão
Por Yongchang Chin - Alex Longley
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Bloomberg — O petróleo recuava nesta quinta-feira (19) pelo segundo dia consecutivo em meio aos sinais de aumento dos estoques dos Estados Unidos e diante das preocupações com o crescimento econômico.

Os contratos futuros do petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) caíram abaixo de US$ 79 o barril, depois de cederem quase 1% na quarta-feira (18), com a desaceleração das vendas no varejo dos EUA alimentando temores de uma possível recessão.

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O Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) relatou um ganho de 7,6 milhões de barris em estoques comerciais, segundo pessoas familiarizadas com os dados, refletindo o impacto prolongado de uma onda de frio em dezembro que fechou as refinarias.

Esta quinta-feira também marca o primeiro dia de uma série de greves na França, inclusive nas refinarias do país.

Embora a primeira paralisação dure apenas 24 horas, movimentos deste tipo no final do ano passado interrompeu grande parte do processamento de petróleo do país, reduzindo a demanda europeia e aumentando os preços dos combustíveis.

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O petróleo teve um início de ano instável, caindo 10% nas duas primeiras sessões, apenas para se recuperar quando a reabertura da China dominou a narrativa dos mercados.

O grande fator decisivo para o mercado são as perspectivas de demanda, com as economias industrializadas buscando um “pouso suave” à medida que as taxas de juros aumentam e a China emerge das restrições impostas pela covid.

Confira os preços do petróleo nesta quinta-feira (19):

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  • O contrato do petróleo tipo WTI para fevereiro cedia 0,60%, a US$ 79 o barril, por volta das 8h40 (horário de Brasília);
  • O petróleo tipo Brent para março recuava 0,45%, a US$ 84,60 o barril;

Nos mercados físicos, a chinesa Unipec vem abocanhando cargas de petróleo do Alto Zakum dos Emirados Árabes Unidos, comprando o equivalente a 9 milhões de barris.

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