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O que esperar da inflação em 2023

Também no Breakfast: Menos crescimento para a AL em 2023, Como a Apple vai reduzir sua dependência de fornecedores e O mercado subestima a inflação e o Fed?

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

O trabalho do Banco Central (BC) para levar a inflação ao consumidor de volta à meta não chegou ao fim e deve continuar dando o tom dos mercados em 2023 - leia-se juros altos por mais tempo, o que afeta as estratégias de alocação de investidores de todos os perfis.

Os sinais mais recentes vieram da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro nesta terça-feira (10) pelo IBGE, que apontou a aceleração dos preços em dezembro acima das estimativas de economistas do mercado financeiro.

A Bloomberg Línea reuniu as projeções e avaliações de dez bancos e consultorias especializadas para a inflação no Brasil.

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A avaliação é a de que o cenário ainda é desafiador por causa das pressões inflacionárias e que a convergência da inflação para a meta deve ser demorada.

Leia mais: Selic alta por mais tempo? Veja o que os bancos esperam para o IPCA em 2023

Pressões inflacionárias e risco fiscal indicam que a convergência da inflação para a meta oficial deve ser mais demorada do que se previa e pode ocorrer só em 2024

No Radar

Os negócios de hoje são guiados pela expectativa com os números da inflação norte-americana em dezembro e seu efeito para o ritmo de aperto dos juros. O discurso morno, ontem, de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), ampliou a ansiedade pelo indicador.

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📱 Telas próprias. A Apple adotará telas próprias para seus dispositivos móveis já em 2024, começando pelo Apple Watch, apurou a Bloomberg. É mais um passo para reduzir a dependência de fornecedores externos como Samsung e LG.

📊 Balanços à vista. O desempenho das empresas em 2022 chega com a temporada de balanços do quarto trimestre, que deslancha na próxima semana, mas já traz números de empresas importantes amanhã, com TSM e Tesco, e na sexta-feira com os resultados dos principais bancos norte-americanos.

❗”Aviso solene”. A China avisou que o aumento de exercícios com aviões de guerra perto de Taiwan “são um aviso solene” contra o “aumento de provocação de Taipei” e “conluio militar com os EUA”, em aparente referência a um projeto de lei de gastos dos EUA que prevê US$ 10 bilhões em financiamento de armas para Taiwan até 2027.

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (10/01): Dow Jones Industrials (+0,56%), S&P 500 (+0,70%), Nasdaq Composite (+1,01%), Stoxx 600 (-0,59%), Ibovespa (+1,55%)

O mercado de ações dos EUA se apoiou nas previsões de que a inflação no país continuará a se desacelerar, o que respaldaria um aumento mais suave do juro. Sem dar nenhum alerta adicional sobre a política monetária, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a necessidade de elevar taxas para esfriar a economia e conter os preços, ainda que no curto prazo a medida seja impopular.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos de Hipotecas, Índice de Compras MBA, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: Portugal (IPC/Dez); Itália (Vendas no Varejo/Nov); Espanha (Produção Industrial/Nov)

Ásia: China (IPC e IPP/Dez); Japão (Índices Antecedentes e Coincidentes/Nov, Transações Correntes/Nov)

América Latina: Brasil (Vendas no Varejo/Nov); México (Produção Industrial/Nov)

Bancos Centrais: François Villeroy e outros membros do BCE discursam Conferência Euromoney, em Viena.

📌 Para a semana:

• Quinta-feira: EUA (IPC/Dez; Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Balanço Orçamentário/Dez); Argentina (IPC/Dez); Banco Centrais (Relatório Mensal do BCE, Discursos de Patrick Harker-Fed e Catherine Mann-BoE); Balanços (TSM, Tesco)

• Sexta-feira: EUA (Preços de Bens Importados e Exportados/Dez, Índice Michigan de Confiança do Consumidor/Jan); Zona do Euro (Produção Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov) Reino Unido (PIB, Produção do Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov), Alemanha (PIB); França e Espanha (IPC/Dez); China (Balança Comercial/Dez); Brasil (IBC-Br/Nov); Bancos centrais (Discurso de Patrick Harker-Fed); Balanços (United Health, JPMorgan, Bank of America, BlackRock, Citigroup, Delta Airlines)

Destaques da Bloomberg Línea:

Maiores doadores de Bolsonaro repudiam ataques à democracia

Mercado subestima a inflação e a postura do Fed, avaliam gestoras globais

Apple fabricará suas próprias telas em 2024 para reduzir dependência de fornecedor

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Banco Mundial reduz projeção de crescimento da América Latina para 1,3% em 2023 | OMS volta a recomendar uso de máscara por passageiros de voos de longa distância | Casai e Nomah vão encerrar operações de aluguel de curta duração no Brasil

• Bloomberg Opinion: Por que o brasileiro que mentiu no currículo não merece ser expulso do Congresso

• Pra não ficar de fora: Gisele Bündchen e Tom Brady devem perder tudo o que investiram na FTX

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