Barcelona, Espanha — As apostas na suavização do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) estarão em xeque nesta semana, com os olhares voltados para a inflação e o discurso de Jerome Powell, presidente do Fed. Ao mesmo tempo, os investidores monitoram a instabilidade política no Brasil.
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O sinal é azul tanto para as bolsas europeias como para os futuros de índices dos Estados Unidos. Na Ásia, os índices acionários fecharam em alta, apoiados na reabertura da China.
O prêmio dos bônus norte-americanos de 10 anos subiam pouco, para 3,60%, e o dólar recuava ante a maioria das divisas, enquanto euro e libra se apreciavam.
👁️ Modo alerta. Os investidores acompanham atentamente os desdobramentos no Brasil, onde apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as principais instituições do governo. Perto das 7h de Brasília, a moeda brasileira era negociada praticamente estável ante o dólar, a US$ 5,2259. O fundo negociado em bolsa (ETF) iShares MSCI Brazil (EWZ), transacionado em Nova York e que serve de guia para o Ibovespa, recuava em torno dos 2% no pré-mercado, às 7h. Em Londres, o IBZL, outro ETF, baixava mais de 2%.
→ O que move os mercados hoje
🏦 Começo dos cortes. O Goldman Sachs inicia esta semana o corte de 3.200 postos de trabalho, uma preparação para um cenário de incerteza para os mercados e a economia. O banco, que ampliou sua equipe em 34% desde o fim de 2018, não reduziu ao longo da pandemia.
🏮 Oferta na China. O mais recente sinal de reativação do mercado de capitais na China veio com a notícia de que a WeDoctor, apoiada pela Tencent, planeja fazer uma Oferta Pública de Ações (OPA) até o final de abril e abrir o capital nos EUA ou em Hong Kong, segundo pessoas consultadas pelaBloomberg.
🗓️ Powell e IPC. O ânimo dos investidores com os dados de folha de pagamento na sexta-feira estará pendente do discurso de Jerome Powell, presidente do Fed, previsto para amanhã, bem como do dado final da inflação de 2022, na quinta-feira, que indicará se a desaceleração dos preços é uma tendência consistente.

🟢 As bolsas na sexta-feira (06/01): Dow Jones Industrials (+2,13%), S&P 500 (+2,28%), Nasdaq Composite (+2,56%), Stoxx 600 (+1,16%), Ibovespa (+1,23%)
As bolsas norte-americanas tiveram seu melhor dia em mais de um mês, impulsionadas pela expectativa dos investidores de que o crescimento salarial mais lento do que o esperado em dezembro (+0,3%) ajudará o Fed a diminuir seu ritmo de aperto monetário. Apesar dos números, o crescimento do emprego permaneceu sólido e a taxa de desemprego caiu para 3,5%.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriado: Japão
• EUA: Índice de Tendência de Emprego/Dez, Crédito ao Consumidor/Nov
• Europa: Zona do Euro (Taxa de Desemprego/Nov); Reino Unido (Vendas no Varejo BRC/Dez); Alemanha (Produção Industrial/Nov); França e Portugal (Balança Comercial/Nov)
• Ásia: Japão (IPC/Dez)
• América Latina: México (IPC/Dez)
• Bancos centrais: Discursos de Catherine Mann e Huw Pill, do BoE
📌 Para a semana
• Terça-Feira: EUA (Índice RedBook, Vendas e Estoques no Atacado/Nov); França (Produção Industrial/Nov); Brasil (IPCA/Dez); Bancos centrais (Discursos de Jerome Powell-Fed, Haruhiko Kuroda-BoJ, Isabel Schnabel-BCE)
• Quarta-feira: EUA (Pedidos de Hipotecas, Índice de Compras MBA; Portugal (IPC/Dez); Brasil (Vendas no Varejo/Nov); China (IPC/Dez)
• Quinta-feira: EUA (IPC/Dez; Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Balanço Orçamentário/Dez); Argentina (IPC/Dez); Banco Centrais (Relatório Mensal do BCE, Discursos de Patrick Harker-Fed e Catherine Mann-BoE)
• Sexta-feira: EUA (Preços de Bens Importados e Exportados/Dez, Índice Michigan de Confiança do Consumidor/Jan); Zona do Euro (Produção Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov) Reino Unido (PIB, Produção do Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov), Alemanha (PIB); França e Espanha (IPC/Dez); China (Balança Comercial/Dez); Brasil (IBC-Br/Nov); Bancos centrais (Discurso de Patrick Harker-Fed)








