Bloomberg — A família Mills, que chegou ao ranking das dinastias mais ricas do mundo depois de vender a Medline Industries no ano passado, está criando sua própria empresa de investimentos para administrar sua vasta fortuna.
O presidente da Medline Andy Mills, um membro da quarta geração da família de Chicago, fundou a Council Ring Capital e reuniu uma equipe para ajudar a administrar parte de sua riqueza, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto. A Council Ring tem cerca de US$ 5 bilhões em ativos, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada porque a informação é privada.
O diretor de investimentos, Chuck Murphy, um ex-executivo da Longview Asset Management, não quis comentar.
Os Mills protagonizaram um dos maiores negócios de liquidez de todos os tempos quando venderam uma participação de 79% em seu fornecedor de produtos médicos a um consórcio de empresas de private equity em um negócio que avaliou a empresa em cerca de US$ 32 bilhões. A família manteve uma participação minoritária no Medline, que Andy, seu primo Charles Mills e seu cunhado Jim Abrams continuam dirigindo a empresa.
As origens da empresa datam de 1910, quando a A.L. Mills começou a costurar aventais para açougueiros em Chicago. Com o tempo, a empresa tornou-se a Medline, que vende suprimentos médicos para milhares de hospitais americanos.
A fortuna coletiva da família está avaliada em US$ 26,2 bilhões, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg, o Bloomberg Billionaires Index.
A Council Ring se descreve em seu perfil no LinkedIn como uma “empresa de investimento multiestratégia baseada em Chicago, afiliada a uma única família”, sem identificar os Mills. “Ela aproveita sua base de ativos de capital permanente para fazer investimentos de longo prazo em empresas de capital aberto, privadas ou patrocinadas e parcerias com fundos de investimento de terceiros”.
A equipe de investimento inclui Judah Milunsky, anteriormente da Atalan Capital Partners, e Marc Gruenhut, com foco em apostas em tecnologia e saúde, respectivamente, de acordo com o LinkedIn.
O número de family offices ao redor do mundo explodiu nas últimas duas décadas devido ao aumento dos níveis de riqueza e à uma crescente conscientização entre os super ricos das vantagens de investir através dessas entidades flexíveis e pouco regulamentadas. Algumas das maiores, como a MSD Capital de Michael Dell, as Empresas Walton da família Walton e a Mousse Partners, a entidade de investimento da família por trás da Chanel, tornaram-se investidoras influentes em pé de igualdade com instituições como grandes fundos de pensão ou empresas de private equity.
De acordo com um estudo de novembro da RBC e Campden Wealth, a riqueza coletiva administrada por family offices somente na América do Norte totaliza cerca de US$ 182 bilhões.
--Com a colaboração de Devon Pendleton.
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