Bloomberg — As ações do grupo Credit Suisse (CS) atingiram uma nova mínima história à medida que os investidores avaliam o impacto das grandes saídas de capital que o banco informou esta semana e notícias de que rivais estão se beneficiando dos problemas da empresa suíça com a migração de clientes na Ásia.
As ações do banco chegaram a cair 2,3% em Zurique nesta sexta-feira (25), para uma nova baixa no dia, depois que o banco Vontobel cortou o preço-alvo e disse que o Credit Suisse precisa “urgentemente” interromper as saídas em seu principal negócio de gestão de patrimônio.
O Credit Suisse anunciou na quarta-feira (23) que os clientes sacaram cerca de 84 bilhões de francos (US$ 89 bilhões) nas primeiras seis semanas do quarto trimestre. As saídas foram particularmente altas na unidade de gestão de fortunas, onde representaram 10% dos ativos sob gestão.
A Bloomberg informou na quinta-feira (24) que rivais como UBS e Morgan Stanley estão entre os beneficiários desse êxodo de clientes. Ambas as empresas viram crescimento significativo dos negócios na Ásia, um mercado importante para gestão de patrimônio. O UBS administra o maior banco privado da Ásia em ativos, excluindo a China, de acordo com uma classificação de 2021 do Asian Private Banker, enquanto o Credit Suisse é o segundo maior.
Andreas Venditti, analista da Vontobel, disse estar “atordoado” com as saídas de capital e previu que o Credit Suisse registrará outra perda no ano que vem em meio aos elevados custos de financiamento. Ele cortou seu preço-alvo para as ações de 4 francos para 3,5 francos.
Veja mais em Bloomberg.com
Leia também
Credit Suisse: as alternativas para levantar bilhões em capital até 2024
© 2022 Bloomberg L.P.








