Investidores não-residentes colocaram cerca de R$ 1,9 bilhão em ações na B3 na última segunda-feira (31), aproveitando o selloff que levou o índice Ibovespa a cair até 2,1% logo após a abertura do pregão, depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
O fluxo de segunda-feira ajudou a elevar a entrada líquida de outubro para R$ 14 bilhões, o maior para o mês desde ao menos 2008, de acordo com dados da B3 compilados pela Bloomberg, que excluem fluxos vinculados a ofertas de ações.
Do UBS Global Wealth Management à TD Securities, analistas veem espaço para que os ativos do país continuem subindo em meio a múltiplos atrativos e inflação em desaceleração.
Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, disse que os preços do mercado local são bons e que sinais de estabilidade política podem desencadear uma onda de capital externo.
“Os estrangeiros têm uma visão mais positiva de Lula”, disse Xavier, que mora em Londres. “O estrangeiro vai voltar, não tenho dúvida alguma, com atenção maior sobre o Brasil” após a eleição, disse ele, em evento na segunda-feira.
Os investidores locais estão um pouco mais cautelosos e querem ver mais evidências de que o governo Lula será fiscalmente responsável antes de ficarem mais otimistas. A gestora Ibiuna Investimentos, que tem mais de R$ 35 bilhões sob gestão, aguarda quais serão as políticas fiscais adotadas por Lula antes de construir posições mais relevantes nos mercados locais.
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