Bolsas em NY operam com volatilidade na véspera de dado de inflação

Mercado monitora comportamento da inflação e calibra expectativas para a próxima decisão do Fed sobre um novo aumento da taxa de juros

Dados divulgados nesta quarta mostraram que os preços pagos aos produtores dos EUA subiram mais do que o esperado em setembro
Por Stephen Kirkland
PUBLICIDADE
Últimas cotações

Bloomberg — As ações oscilam em Wall Street nesta quarta-feira (12) depois que os dados de preços ao produtor superaram as previsões do mercado, mantendo a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para elevar os juros na maior economia do mundo. Já o mercado do Reino Unido foi atingido mais uma vez por preocupações políticas.

Dados divulgados hoje mostraram que os preços pagos aos produtores dos EUA subiram mais do que o esperado em setembro. Na quinta-feira (13), um índice importante de inflação ao consumidor deve ser divulgado, e é esperado que o número seja o maior em quatro décadas.

PUBLICIDADE

No Reino Unido, o rendimento dos títulos de 30 anos subiu acima de 5% depois que o Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) confirmou o plano de encerrar as compras de títulos de emergência, mas a libra subiu acima de US$ 1,10.

O BOE também sinalizou que as taxas de juros provavelmente subirão acentuadamente em novembro e alertou que algumas famílias do Reino Unido podem enfrentar uma tensão nos pagamentos de dívidas tão grande quanto antes da crise financeira de 2008.

“O Banco da Inglaterra encara o teste sobre quão agressivos os bancos centrais podem ser sem prejudicar a estabilidade financeira”, disse Michael Metcalfe, chefe global de estratégia macro da State Street Global Markets.

PUBLICIDADE

Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado global da Invesco, disse, em nota que, embora a economia mundial esteja desacelerando após os aumentos das taxas, ainda não houve um declínio significativo na inflação.

“Este é um ambiente extraordinário de aperto da política monetária e estamos esperando para ver se algo rompe globalmente”, disse ela. “O Reino Unido chegou perto.”

Na Europa, os bancos do Reino Unido tiveram desempenho inferior, enquanto o Credit Suisse (CS) despencou após um relatório de que as autoridades dos EUA estão investigando se os clientes do banco ajudaram a esconder ativos. A LVMH subiu depois que suas vendas trimestrais saltaram, com um dólar forte levando os turistas dos EUA a gastarem em produtos de luxo

PUBLICIDADE

Já o petróleo oscilou. A Opep reduziu as projeções para a quantidade de petróleo que precisará bombear neste trimestre, enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que qualquer infraestrutura de energia no mundo está em risco após as explosões nos oleodutos Nord Stream.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu aos membros da aliança que aumentem o fornecimento de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia, condenando os ataques russos. Na China, Xangai está fechando escolas e uma série de outros locais, enquanto as autoridades tentam conter um surto que atingiu o centro financeiro.

Principais eventos desta semana:

PUBLICIDADE
  • As divulgações de resultados desta semana incluem: JPMorgan Chase (JPM), Citigroup (C), Morgan Stanley (MS), BlackRock (BLK), Delta Air Lines (DAL), UnitedHealth, U.S. Bancorp, Wells Fargo (WFC).
  • Minutas do FOMC para a reunião de setembro, quarta-feira (12)
  • Michelle Bowman e Neel Kashkari, do Fed, falam
  • Christine Lagarde, do BCE, fala
  • CPI dos EUA, reivindicações iniciais de seguro-desemprego, quinta-feira (13)
  • Ministros das Finanças e banqueiros centrais do G-20 se reúnem na quinta-feira
  • China CPI, PPI, comércio, sexta-feira
  • Vendas no varejo dos EUA, estoques de negócios, sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, sexta-feira (14)
  • Compra de títulos de emergência do BOE deve terminar na sexta-feira (14)

— Com a assistência de Richard Henderson, Brett Miller, Tassia Sipahutar, Michael Msika e Abigail Moses.

Veja mais em bloomberg.com

--Atualiza às 16h15

Leia também:

Ações da Ásia apontam para baixo após BOE abalar investidores

FMI alerta que pior está por vir com risco maior de juros altos