Bloomberg Línea — O dólar tem mais uma sessão de queda nesta terça-feira (4) em meio ao sentimento de alívio no exterior e diante de mais um dia de ganhos para o Ibovespa (IBOV).
Por volta das 10h15 (horário de Brasília), a moeda americana era negociada abaixo de R$ 5,15, enquanto o principal índice de renda variável da bolsa brasileira avançava cerca de 1,5%.
Ontem, a bolsa brasileira subiu impulsionada pelo otimismo com um segundo turno da eleição presidencial no Brasil, bem como pelos fortes ganhos das blue chips Petrobras (PETR3; PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3).
Na cena externa, o sentimento também é de otimismo, com os investidores apostando que o fim do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos pode acontecer em breve.
Os investidores veem dados de manufatura dos EUA mais fracos do que o esperado apoiando uma inclinação dovish (favorável a juros mais baixos) do Federal Reserve depois que 3 pontos percentuais de aumentos passaram a afetar a economia.
Os mercados monetários estão agora precificando a taxa de fundos do Fed atingindo um pico abaixo de 4,5% em março. Crescem as especulações de que a onda global de aperto monetário disruptivo está chegando ao fim, principalmente depois que o banco central da Austrália aumentou as taxas pela metade do esperado.
Entre as commodities, o petróleo subia novamente nesta terça após seu maior ganho diário desde maio, com o mercado olhando para a Opep+, que deve anunciar um corte substancial na oferta. O petróleo tipo WTI era negociado acima de US$ 85 por barril depois de subir mais de 5% na segunda-feira (3).
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, incluindo a Rússia, considerarão reduzir a produção em mais de 1 milhão de barris por dia quando se reunirem na quarta-feira, segundo delegados. Mais cedo hoje, o CEO da Saudi Aramco alertou que a capacidade ociosa do mercado global de petróleo é extremamente baixa.
Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (4):
- Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,47%, aos 117.844 pontos;
- O dólar à vista recuava 0,71%, a R$ 5,13;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 cedia cinco pontos base, a 11,41%;
- Nos EUA, os índices avançavam: o Dow Jones subia 2,71%, o S&P 500, 2,11%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 3,39%;
- Na Europa, o movimento também era de alta: o índice Dax, da Alemanha, por exemplo, subia cerca de 2,9%;
-- Com informações da Bloomberg News
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