Bloomberg Línea — Depois de um dia de alívio nos mercados, a cautela volta a ditar o tom das bolsas nesta quinta-feira (29), com queda dos principais índices acionários ao redor do mundo e valorização do dólar, considerado um “porto seguro” em momentos de grande incerteza.
O cenário macro desafiador volta a pesar sobre os ativos nesta manhã, com os investidores monitorando um Federal Reserve decidido em continuar com o aperto da política monetária, bem como, a política fiscal na Europa e no Reino Unido.
A inflação nos EUA, acima do esperado, os gastos pessoais dos americanos, também acima, e o número de seguro-desemprego mais baixo (mostrando um mercado de trabalho resiliente) abrem caminho para que o Fed continue agressivo na política monetária mais restritiva. Os pedidos semanais de seguro-desemprego caíram para o menor nível desde abril.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) recuava cerca de 1,75% por volta das 11h (horário de Brasília), seguindo o mau humor externo e a queda da Petrobras (PETR3; PETR4), que tem grande peso no índice e caía em meio à baixa do petróleo, com a perspectiva de corte da produção pela Opep+.
No Brasil, o mercado reage a um IGP-M com deflação superior à esperada em setembro, refletindo ainda às quedas dos combustíveis e de outras commodities.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (29):
- Por volta das 11 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,75%, a 106.519 pontos;
- O dólar à vista avançava 0,64%, a R$ 5,40;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 subia cinco pontos base, a 11,83%
- Nos EUA, os índices recuavam com força: o Dow Jones caía 1%, o S&P 500, 1,24%, enquanto o Nasdaq tinha baixa de 1,56%;
- Na Europa, o movimento também era de baixa: o índice Dax, da Alemanha, por exemplo, recuava 1,7%;
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, os investidores aguardam hoje a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) relativo ao terceiro trimestre, bem como os dados de inflação do índice de preços PCE de agosto, que serão divulgados amanhã (30).
Por lá, os pedidos de seguro-desemprego diminuíram em 16 mil, para 193 mil na semana encerrada em 24 de setembro, após revisão para baixo na semana anterior. A estimativa mediana em uma pesquisa da Bloomberg News com economistas apontava para 215 mil novos pedidos.
Os pedidos de seguro-desemprego permaneceram em níveis historicamente baixos nos últimos meses, pois os empregadores ainda tentam preencher milhões de vagas em aberto, mantendo os trabalhadores que já possuem. Metade dos norte-americanos acredita que os empregos eram “abundantes” em setembro, de acordo com dados divulgados na terça-feira (27).
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