Bloomberg — Mercados devem seguir voláteis na expectativa de uma decisão dura do Fed na próxima quarta-feira. No Brasil, Copom decide sobre a Selic após dados fortes de atividade e discurso hawkish do BC, em meio à alta do dólar. Bolsonaro vai à ONU e funeral da Rainha Elizabeth II, enquanto pesquisas ganham destaque a duas semanas da eleição.
1. Fed: 75 ou 100 pontos base?
Espera-se que o Federal Reserve eleve novamente os juros em 0,75 ponto percentual na reunião de dois dias que termina na quarta-feira. Alguns analistas chegam defender aumento de 1pp, já que o o CPI e dados de atividade superaram as estimativas.
Nesta sexta-feira, no entanto, os rendimentos dos Treasuries tiveram alívio com os números da Universidade de Michigan, que mostraram queda surpreendente das expectativas de inflação de cinco anos. O presidente do Fed, Jerome Powell, fala após a decisão. Agenda de dados americana não tem indicadores com potencial de afetar a decisão do Fed. Os bancos centrais do Japão e da Inglaterra também se reúnem na próxima semana.
2. Ciclo de aperto da Selic em dúvida
O mercado de DI reduziu a aposta na estabilidade da Selic na reunião do Copom da próxima quarta-feira, que marcaria o fim do ciclo de aperto. A precificação de alta ronda os 10 pontos básicos nesta sexta-feira, acima dos níveis vistos até os dias anteriores, embora ainda indicando chance minoritária de aumento. O mercado tem adicionado prêmios para uma alta adicional de 0,25pp da Selic e reduzido as apostas em corte o primeiro trimestre de 2023 desde que os dirigentes do Banco Central adotaram um discurso mais hawkish, reforçando a mensagem de que um aperto adicional será considerado. Indicadores robustos de atividade, como o de serviços e o IBC-Br, ajudaram a pressionar os juros futuros, assim como a alta dos yields americanos -- o que também gera pressão sobre o câmbio doméstico. Além do Copom, agenda de dados fraca da próxima semana traz IPC-Fipe, IPC-S e Focus.
3. Pesquisas eleitorais
Entre as pesquisas que devem ser divulgadas nos próximos dias estão Ipec, BTG/FSB, Genial/Quaest e PoderData, além de um novo Datafolha. Pesquisa presencial, assim como o Datafolha, o Ipec está entre as sondagens que têm apontado maior vantagem do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva sobre Bolsonaro. Os candidatos devem concentrar esforços em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais do país, para conquistar eleitores na reta final da campanha, segundo os jornais.
4. Bolsonaro no exterior
Os mercados e agências governamentais do Reino Unido estarão fechados na segunda-feira, quando o país recebe chefes de estado globais para o funeral da Rainha Elizabeth II. O presidente Jair Bolsonaro participará do funeral e também irá a Nova York para o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na terça-feira.
5. Assembleia do Nubank
A semana será marcada no dia 20 por definição de preço da oferta primária subsequente do Iguatemi, que vai utilizar os recursos para comprar fatia remanescente no Shopping JK Iguatemi. Também no dia, a Azul participa do JPMorgan Emerging Markets Credit Conference.
No dia seguinte, Nubank promove assembleia ordinária. Na quinta-feira, o banco anunciou o objetivo de de cancelar seu registro como companhia aberta emissora estrangeira no Brasil, o que foi visto como negativo para os acionistas minoritários locais por alguns analistas.
Veja mais em bloomberg.com
©2022 Bloomberg L.P.








