Barcelona, Espanha — (Atualiza as cotações da matéria originalmente publicada às 7h)
A inflação dos Estados Unidos é o destaque do dia e concentrará todas as atenções. Isso porque poderá moldar a política de alta dos juros do Federal Reserve (Fed), que tem calibrado o custo do dinheiro com o intuito de domar os preços.
O consenso do mercado aponta para uma desaceleração do índice, mas há divergências quanto ao núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia. Se este mostrar aceleração, pode minar o bom humor que se instalou nas últimas sessões.
⏹️ Parou de subir? Espera-se que o relatório de inflação dos EUA mostre um índice de preços ao consumidor mais moderado em agosto, com uma alta anual de +8% - abaixo dos 8,5% de julho. Enquanto alguns operadores apostam que a moderação dos preços permitirá ao Fed terminar mais cedo seu ciclo de aperto monetário, outros advertem que há um longo caminho a percorrer para que o indicador atinja um nível aceitável para o banco central.
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🔥 Preços (ainda) abrasadores. Alemanha e Espanha também apresentaram seus índices de inflação. O IPC da Alemanha subiu para +7,9% em agosto, ligeiramente acima dos +7,5% anuais registrados em julho, informou esta manhã o Destatis, o escritório de estatísticas alemão. O aumento de 7,9% é o maior desde maio, quando o mesmo número foi registrado e representou a taxa mais alta de toda a série histórica, que começou em 1991. Na Espanha, a inflação de agosto subiu +10,5% ano a ano, um pouco acima da estimativa preliminar publicada no mês passado, mas abaixo dos 10,8% registrados até julho, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
🤔 Confiança abalada. Na Alemanha, o índice ZEW de Sentimento Econômico caiu mais que o esperado na medição de setembro, para -61,9 pontos, contra expectativas de -59,5 e os -55,3 da pesquisa anterior, situando-se em níveis inferiores ao de outras crises, como a financeira ou da Covid-19. Ainda sobre a maior economia europeia, ontem o Instituto IFO se uniu ao IfW ao projetar uma recessão na Alemanha em 2023. Segundo o IfW, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão deve cair -0,3%, em contraste com as projeções de alta de +3,7% feitas em junho. A inflação em 2023, conforme este centro, deve subir +9,3%. A crise energética, a seca do rio Rin (que afeta o transporte de mercadorias) e a inflação elevada afetam o sentimento.
→ Assim se movimentam os mercados esta manhã:
Os futuros de índice dos EUA e as bolsas europeias avançavam antes da divulgação, nesta terça-feira, de dados-chave do IPC norte-americano. No mercado de bônus, os prêmios dos títulos do Tesouro dos EUA com 10 anos de prazo cediam, enquanto o dólar dava sequência ao movimento de queda.
A alta do mercado norte-americano se dá depois de o S&P 500 completar quatro dias de valorização, encadeando o melhor desempenho para o intervalo desde junho. Um fator de influência nos mercados, sobretudo para os futuros atrelados ao Nasdaq, são os dados robustos de reservas do iPhone 14 Pro Max da Apple Inc.
Na Europa, ajuda o índice Stoxx 600 o anúncio de melhores metas para dividendos e recompra de ações pelo UBS Group AG.

🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (+0,71%), S&P 500 (+1,06%), Nasdaq Composite (+1,27%), Stoxx 600 (+1,76%), Ibovespa (+0,99%)
Os mercados acionários dos EUA iniciaram a semana impulsionados por um maior apetite por risco, reagindo a um dólar mais baixo. Como o mercado dá por certo que o Fed continuará a aumentar os juros, as ações conseguiram sustentar quatro sessões consecutivas em alta. O desempenho de ontem também se apoiou nas expectativas de que a inflação americana começaria a diminuir.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: IPC/Ago, Rendimento Real/Ago, Otimismo entre Pequenas Empresas NFIB/Ago, Relatório Mensal da OPEP, Índice Redbook
• Europa: Zona do Euro e Alemanha (Indicadores ZEW de Percepção Econômica/Set); Alemanha (IPC/Ago); Reino Unido (Variação no Desemprego/Ago); Espanha (IPC/Ago); Itália (Taxa de Desemprego)
• América Latina: Brasil (Evolução do Setor de Serviços/Jul)
• Bancos Centrais: Pronunciamentos de Andrew Bailey (presidente do BoE), Andrea Enria (BCE), Elizabeth McCaul (BCE)
📌 Para a semana:
• Quarta: Reino Unido (IPC/Ago); EUA (IPP/Ago); Japão (Produção Industrial/Jul; Utilização da Capacidade Instalada/Jul)
• Quinta: EUA (Estoques do Comércio, Vendas no Varejo, Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Índice Empire State de Atividade Industrial/Set)
• Sexta: Zona do Euro (IPC); EUA (Sentimento do Consumidor -Universidade de Michigan); China (Vendas de Casas, Vendas no Varejo, Produção Industrial, Taxa de Desemprego)
(Com informações da Bloomberg News)









