Ibovespa sobe com commodities e dólar cai a R$ 5,15 em dia de feriado nos EUA

After Hours: Em sessão de liquidez reduzida, a bolsa brasileira avançou com a alta de papéis ligados ao petróleo e ao minério de ferro

After hours
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Bloomberg Línea — Em uma sessão de liquidez reduzida, por conta do feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos, e de alta para as commodities, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta segunda-feira (5) com ganhos de 1,21%, aos 112.203 pontos. Já o dólar teve leve queda, negociado próximo de R$ 5,15.

A alta do índice foi puxada por empresas ligadas ao minério de ferro e ao petróleo, este que subiu na esteira da decisão da Opep+ de fazer um corte simbólico na produção em outubro. As ações da Petrorio (PRIO3), por exemplo, subiram 6,45%, a R$ 29,54, enquanto as da Vale (VALE3) tiveram alta de 3,66%, a R$ 65,22.

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Mais cedo, o relatório Focus, do Banco Central, mostrou uma piora nas projeções para a taxa Selic, mostrando que os juros deverão ficar elevados por mais tempo. Agora, os economistas estimam uma taxa básica de 11,25% ao ano ao fim de 2023, ante 11% anteriormente. Para este ano, as expectativas se mantiveram em Selic de 13,75% ao ano.

Com relação às projeções para a inflação, estas foram reduzidas: de 6,70% para 6,61%, em 2022, e de 5,30% para 5,27%, em 2023. Houve melhora também nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB). Os economistas consultados pelo BC estimam agora um crescimento de 2,26% da economia este ano (ante 2,10%), e de 0,47% em 2023, ante expectativa de expansão de 0,37% da atividade no próximo ano.

Com as preocupações em torno do aumento dos preços, os investidores monitoram com atenção os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, a serem divulgados na sexta-feira (9).

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Confira como fecharam os mercados nesta segunda-feira (5):

Cena externa

Em dia de bolsas fechadas em Wall Street, os índices acionários da Europa recuaram diante do agravamento da crise de energia no continente. A região sofre pela nova interrupção do fluxo de gás do gasoduto Nord Stream 1, anunciado na sexta-feira (2) pela estatal de energia da Rússia, a Gazprom.

O Reino Unido também foi destaque no noticiário após eleger nesta segunda Liz Truss como sucessora de Boris Johnson no cargo de primeiro-ministro. Ela assumirá a liderança em um momento de inflação mais elevada em quatro décadas e de uma crise de energia sem precedentes.

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Os desafios de Truss incluem reorganizar o Serviço Nacional de Saúde após a pandemia de covid-19, alavancar a confiança na indústria e administrar greves em áreas como educação e transporte.

Nesta semana, os mercados também monitoram a reunião do Banco Central Europeu (BCE) e mais um discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, nos EUA.

-- Com informações da Bloomberg News

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