PIB tem quarto trimestre seguido de alta e mais 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quinta-feira (1)

O setor de serviços, comércio incluído, foi um dos destaques da economia de abril a junho, segundo o IBGE

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Bloomberg Línea — A quinta-feira (1) começa com dados importantes que vêm do Brasil. De acordo com divulgação do IBGE nesta manhã, a economia brasileira registrou seu quarto crescimento positivo trimestral consecutivo. Lá fora, depois de um mês de agosto de perdas, o primeiro pregão de setembro é de quedas, com os futuros americanos em terreno negativo, assim como as bolsas europeias.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quinta-feira (1):

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1. PIB cresce

A economia brasileira registrou crescimento de 1,2% de abril a junho deste ano em comparação com o trimestre imediatamente anterior, de acordo com divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã de quinta-feira (1). O consenso de mercado apontava para uma alta de 0,9%.

Em comparação com o mesmo trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2%. No ano, o PIB acumula alta de 2,5%. O maior crescimento foi da Indústria, com 2,2%, seguida pelos Serviços, que avançaram 1,3%, e a Agropecuária, que expandiu 0,5%, sempre na comparação com os três primeiros meses do ano.

2. Orçamento de 2023

O governo federal enviou ontem ao Congresso a proposta do Orçamento da União para 2023. Agora, a previsão para a meta de resultado primário do governo é de R$ 63,7 bilhões negativos. O texto prevê ainda gastos com reajuste salarial para servidores públicos, no valor de R$ 14,2 bilhões, e emendas parlamentares em R$ 38,7 bilhões na proposta ao Congresso.

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Em 2023, de acordo com o texto enviado, o valor do Auxílio Brasil será de R$ 400, enquanto o salário mínimo a partir de janeiro de 2023 é estipulado em R$ 1.302, embora o valor final dependa de um projeto de lei que ainda será enviado pela Presidência da República. Também é previsto para 2023 crescimento do PIB em 2,5%; preço médio do petróleo de US$ 93,9; inflação de 4,5%; taxa básica de juros, a Selic, em 12,5%; e o dólar a R$ 5,12.

3. Mercados

Os mercados globais amanheceram em terreno negativo no primeiro pregão de setembro, com investidores ainda lidando com os temores de políticas monetárias mais agressivas e uma desaceleração econômica. Nos EUA, o Dow Jones futuro cai 0,41%, o S&P recua 0,45%, e o Nasdaq, cai 0,64%. Paralelamente, o rendimento do Tesouro dos EUA de 2 anos subiu para 3,516% - o maior nível desde novembro de 2007.

Na Europa, os principais índices também seguem movimento de queda, com o FSTE, de Londres, recuando 1,28%, enquanto o Stoxx600 cai 1,24%. Em linha, o Ibovespa futuro cai 0,35%, enquanto o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, sobe 0,57% nesta manhã.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Exército se prepara para deixar de fiscalizar armas importadas; Taurus ameaça reagir
  • Folha de S. Paulo: Lula avança na ‘eleição do vídeo’ e quebra hegemonia de Bolsonaro no TikTok e no YouTube
  • O Globo: TSE retira um post das redes a cada três dias com batalha jurídica entre presidenciáveis
  • Valor: Orçamento está distante da conjuntura prevista para 2023

5. Agenda

Na agenda local o destaque do dia foi a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, além dos números do PMI Industrial, que mede a atividade dos gerentes de compras na indústria da construção. Nos EUA também saem os números desse indicador do mês de agosto e os dos pedidos de seguro-desemprego semanal.

Mais cedo, na Europa, os números do PMI apontaram 49,6 pontos em agosto, ante 49,7 em julho, o que indica uma contração da atividade fabril do bloco.

E também...

Os preços do petróleo caem na manhã de hoje, com as novas restrições impostas pela China para frear a disseminação da covid aumentando as preocupações de que a alta inflação e o aumento das taxas de juros prejudiquem a demanda por combustível.

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O petróleo caiu mais de 20% nos três meses até agosto, o que levou a Arábia Saudita a sinalizar que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) poderiam reduzir o fornecimento para tentar equilibrar as cotações. O grupo está programado para se reunir na segunda-feira (5) para discutir a política de produção. Às 8h20 de hoje, o petróleo tipo Brent caía 1,58%, a US$ 94,14 o barril, enquanto o WTI recuava 1,68%, a US$ 88,09 o barril.

- Com informações da Bloomberg News

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