Bolsas recuam no primeiro pregão de setembro com temores de inflação e juros

Bolsas internacionais recuam com aversão ao risco após China colocar megacidade sob lockdown e ameaçar crescimento econômico

Bolsa brasileira tentou sustentar ganhos, mas virou para queda em sessão de aversão ao risco no exterior
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) tentou sustentar os ganhos nesta quinta-feira (1), mas virou para queda no primeiro pregão de setembro. O índice acompanha o sentimento negativo das bolsas internacionais, que caem com temores de uma desaceleração econômica global após a China colocar a megacidade de Chengdu sob lockdown.

Chengdu é a maior cidade a fechar desde o bloqueio de dois meses imposto em Xangai até junho, contribuindo para uma piora da economia. A desaceleração das fábricas na Europa e na Ásia também reflete a diminuição da demanda.

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O anúncio contribuía para a queda das commodities, como o minério de ferro, impactando empresas do segmento, como a Vale (VALE3), na Bolsa brasileira, que caía cerca de 2,9% por volta das 10h30 (horário de Brasília).

Os investidores domésticos repercutem hoje os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que mostraram um crescimento de 1,2% da atividade no período, acima do esperado por economistas. No ano, o PIB acumula avanço de 2,5%, totalizando R$ 2,4 trilhões em valores correntes.

Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (1):

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  • Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,45%, aos 109.027 pontos;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 recua 10 pontos base, a 11,89%;
  • O dólar à vista recuava 0,35%, a R$ 5,17;
  • Nos EUA, os índices recuavam: o Dow Jones caía 0,46%, o S&P 500, 0,68%, enquanto o Nasdaq tinha baixa de 1,03%;
  • Na Europa, as bolsas também operavam em baixa; o índice FTSE, do Reino Unido, por exemplo, caía 1,25%;

Cenário conturbado

Em todos os mercados, os investidores estão abandonando os ativos de risco em busca daqueles considerados mais seguros. Os temores de uma desaceleração econômica estão se intensificando à medida que os formuladores de políticas europeus e norte-americanos implementam políticas monetárias restritivas para conter a inflação.

O petróleo e o gás natural recuam enquanto a Europa considera diversas medidas para intervir no mercado de energia. Mas com a crise de energia da região estimulando uma inflação recorde, muitos agora esperam que o Banco Central Europeu aumente as taxas em 75 pontos base na reunião da próxima semana.

O relatório de emprego dos Estados Unidos, a ser divulgado amanhã (2), também tem o potencial de inclinar a balança para um terceiro movimento de mesma magnitude no final do mês, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que um novo aumento de juros poderia estar na mesa, a depender dos dados.

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Os investidores também estão avaliando os riscos políticos à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia continua e as tensões em Taiwan aumentam, com este último derrubando um drone civil após semanas de reclamações sobre incursões de veículos aéreos não tripulados da China.

-- Com informações da Bloomberg News

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