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Hora de recalcular a rota?

Também no Breakfast: Mercados amanhecem mistos mas índices devem acumular queda em agosto, enquanto petróleo cai e Bitcoin sobe. Inflação na Zona do Euro bateu mais um recorde, adicionando pressão no Banco Central Europeu

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

🧮 Estrategistas passaram os anos recentes recomendando a investidores que diversificassem o portfólio e colocassem parte dos recursos em bolsas globais, mas o momento agora pede que seja recalculada a rota. Ao menos essa é a visão do Credit Suisse.

O banco de investimento suíço recomendou a investidores que reduzam sua exposição às ações globais após o simpósio de Jackson Hole, na sexta passada (28), em que líderes de bancos centrais reforçaram seu compromisso de domar a inflação com taxas de juros mais altas por tempo prolongado, a começar pelo mais importante do mundo, Jerome Powell, do Federal Reserve.

A expectativa de uma reversão precoce - em 2023, por exemplo - do aperto monetário do Federal Reserve e de outros grandes bancos centrais está agora fora de cogitação, disse em nota Michael Strobaek, diretor global de investimentos do banco europeu.

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Os mercados agora se deparam com desaceleração do crescimento, riscos maiores de recessão e inflação elevada, e “os próximos meses provavelmente serão dolorosos”, disse ele.

Após Powell apagar quaisquer esperanças remanescentes de uma mudança antecipada para uma política monetária mais frouxa, as ações globais sofreram uma liquidação intensa de dois dias.

A recomendação de exposição “underweight” do Credit Suisse representa o segundo rebaixamento em menos de um mês.

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⇒ Saiba mais sobre a nova estratégia do Credit: Por que o Credit Suisse passou a recomendar exposição menor a ações globais

Na trilha dos Mercados

As ações ao redor do mundo operavam mistas nesta quarta, com a maioria dos índices caminhando para uma queda mensal na esteira dos receios sobre a economia à medida que os bancos centrais aumentam as taxas de juros ao redor do mundo. As ações europeias reverteram os ganhos anteriores para negociar no nível mais baixo em mais de seis semanas após mais um recorde de inflação na Zona do Euro.

🤔 Sobe ou não sobe? Dados robustos de demanda por mão de obra e confiança do consumidor dos Estados Unidos contribuíram para a expectativa de aumentos acentuados das taxas de juros para combater a inflação, enquanto autoridades do Federal Reserve, o banco central americano, reiteraram a determinação em conter as pressões sobre os preços. Um aprofundamento da inversão da curva de juros aponta para temores de que o Fed pode desencadear uma recessão.

🛢️ Petróleo reflete receio. O petróleo caminhava para uma terceira queda mensal - a mais longa perda em mais de dois anos - afetado pela probabilidade de crescimento global mais lento. O gás natural europeu avançava após uma queda de dois dias, com traders avaliando os riscos para os suprimentos russos contra os esforços do continente para conter a crise de energia.

📈 Inflação em alta. A inflação na Zona do Euro acelerou para outro recorde histórico, fortalecendo a perspectiva de que o Banco Central Europeu deve considerar um forte aumento da taxa de juros na reunião da próxima semana. Os preços ao consumidor do bloco em agosto saltaram 9,1% em relação ao ano anterior, liderados por energia e alimentos.

→ A análise completa você lê no Radar dos Mercados

🟢 As bolsas na terça-feira: Dow Jones Industrials (-0,96%), S&P 500 (-1,10%), Nasdaq Composite (-1,12%), Stoxx 600 (-0,67%), Ibovespa (-1,68%)

Em Wall Street, as ações caíram pelo terceiro dia consecutivo depois que novos dados apontaram para a resiliência da demanda doméstica e trabalhista, reforçando a visão do Federal Reserve de que deve continuar sendo agressivo em sua luta contra a inflação. Os índices S&P 500 e o Nasdaq 100, pesado em tecnologia, atingiram seus níveis mais baixos em um mês.

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No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

Brasil: Taxa de desemprego PNAD (julho), balanço orçamentário (junho), dívida líquida/PIB (junho)

Europa: Zona do Euro: Índice de preços ao consumidor (agosto); Alemanha: taxa de desemprego, IPC (agosto); França: IPC (agosto)

EUA: Pedidos de hipotecas MBA (semanal); estoques de petróleo bruto (semanal); PMI de Chicago

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E mais na versão e-mail do Breakfast:

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Edição: Ana Carolina Siedschlag, editora-sênior para o Brasil, e Mariana d’Ávila, repórter de mercados para o Brasil