Ações nos EUA caem pela terceira sessão e contaminam Ibovespa

Sentimento de cautela toma conta dos mercados em mais uma sessão e impulsiona a alta do dólar por aqui

Analistas ainda não têm um consenso sobre o que as observações recentes de autoridades do Fed e os próximos dados podem significar para as ações
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) tentou uma recuperação pela manhã, mas logo foi contaminado pela sessão negativa no exterior e caía mais de 1% no início da tarde. As quedas das commodities, como o minério de ferro e o petróleo, pesavam no sentimento, com traders avaliando possíveis interrupções na oferta, incluindo a possibilidade de um corte na produção da Opep+.

Em meio à aversão a risco, o dólar avançava nesta terça-feira (30), após forte liquidação em Wall Street e na Europa nas duas sessões anteriores, que se estende hoje.

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A cautela permanece após as afirmações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o banco central americano vai continuar elevando as taxas de juros nos Estados Unidos para conter a inflação.

Analistas ainda não têm um consenso sobre o que as observações recentes de autoridades do Fed e os próximos dados podem significar para as ações. O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, e o de Nova York, John Williams, reafirmaram essas alegações hoje (30). Uma divulgação sobre o mercado de trabalho americano nesta terça aumentou os sinais de que o mercado de trabalho continua apertado e as pressões salariais persistem. Os pedidos de seguro-desemprego serão divulgados na quinta-feira, antes do relatório das folhas de pagamento de agosto, o Payroll, na sexta-feira.

O Fed esta semana também deve acelerar a redução de seu balanço de quase US$ 9 trilhões. O impacto do aperto quantitativo será relativamente benigno nos primeiros seis a 12 meses, mas pode começar a amplificar seus efeitos na economia em meados do próximo ano, disse Jeff Schulze, estrategista de investimentos da ClearBridge Investments, em entrevista.

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Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (30):

  • Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,20%, aos 110.979 pontos;
  • O dólar à vista subia 1,13%, a R$ 5,09;
  • Nos EUA, o Dow Jones caía 0,86%, o S&P 500, 1,07%, e o Nasdaq, 1,26%

Contexto doméstico

Por aqui, o IGP-M, um importante indicador de variação dos preços na economia nacional, registrou queda pela primeira vez no ano, com os preços dos combustíveis favorecendo o alívio. O índice teve recuo de 0,70% no mês de agosto, ante alta de 0,21% no mês anterior, a primeira taxa negativa desde setembro do ano passado, de acordo com a divulgação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Mais uma vez os preços dos combustíveis favoreceram o alívio, como explica André Braz, coordenador dos índices de preços, em nota: “Os combustíveis fósseis --dada a redução do ICMS e dos preços na refinaria-- seguem exercendo expressiva influência sobre os resultados do IPA e do IPC, ambos com taxa negativa em agosto”. Com isso, o índice acumula alta de 7,63% no ano e de 8,59% em 12 meses.

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-- Com informações da Bloomberg News

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