Bloomberg Línea — A terça-feira (30) começa em tom positivo para os mercados globais, afastando a maior cautela das sessões anteriores. Por aqui, o IGP-M, um importante indicador de variação dos preços na economia nacional, registrou queda pela primeira vez no ano, com os preços dos combustíveis favorecendo o alívio. No exterior os indicadores econômicos também se destacam, com números do mercado de trabalho dos EUA e a confiança do consumidor da Zona do Euro.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (30):
1. Intenção de voto
A nova rodada da pesquisa IPEC, divulgada ontem, mostra que o ex-presidente Lula (PT) possui 44% das intenções de voto, mantendo a diferença de 12 pontos percentuais diante do presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar, com 32% das intenções de voto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário espontâneo, em que os eleitores podem apontar qualquer nome de sua preferência, Lula aparece com 40%, e Bolsonaro 31% - diferença de 9 pontos percentuais. Outro cenário testado foi o de segundo turno, em que Lula aparece com 50% e, Bolsonaro, com 37%. Já no cenário de rejeição, o presidente Bolsonaro aparece com 47%, sendo o mais citado entre os eleitores. Na sequência vem Lula, com 36%. Foram realizadas 2 mil entrevistas face a face entre 26 e 28 de agosto.
2. Queda nos preços
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,70% no mês de agosto, ante alta de 0,21% no mês anterior. Esta é a primeira taxa negativa desde setembro do ano passado, de acordo com a divulgação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
Mais uma vez os preços dos combustíveis favoreceram o alívio, como explica André Braz, coordenador dos índices de preços, em nota: “Os combustíveis fósseis --dada a redução do ICMS e dos preços na refinaria-- seguem exercendo expressiva influência sobre os resultados do IPA e do IPC, ambos com taxa negativa em agosto”. Com isso, o índice acumula alta de 7,63% no ano e de 8,59% em 12 meses.
3. Mercados
Os mercados globais operam em terreno positivo nesta manhã, depois de duas sessões seguidas de liquidações e maior cautela dos investidores. Nos EUA, os futuros do Dow Jones sobem 0,55%, enquanto o S&P futuro sobe 0,66%, e o Nasdaq, 0,92%. Ainda assim, os investidores buscam uma direção a seguir depois das declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na última semana. Ele sinalizou que o BC americano continuará com o ciclo de aumentos agressivos de juros para conter a inflação no país.
Na Europa, os principais índices sobem, com o FSTE, de Londres, avançando 0,08%, enquanto o Stoxx600 sobe 0,72%. Seguindo o mesmo tom, o Ibovespa futuro sobe 0,36%, enquanto o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, recua 0,34% nesta manhã.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Média Estadão Dados mostra 45% para Lula e 33% para Bolsonaro; veja o agregador de pesquisas
- Folha de S. Paulo: PT edita fala de Bonner e compra anúncio no Google para descolar Lula de corrupção
- O Globo: Lauro Jardim: corrupção, religião e Auxílio Brasil serão os 3 eixos de ataque de Bolsonaro contra Lula
- Valor: Mais companhias buscam negociar dívida com credor
5. Agenda
Hoje é mais um dia em que os indicadores econômicos ganham destaque. Por aqui, às 8h00, saíram os números do IGP-M, o Índice Geral de Preços - Mercado, que é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
Lá fora, nos EUA, será divulgado às 10h00 o Job Openings and Labor Turnover Survey (JOLTS), relatório mensal de empregos e desligamento de funcionários. Na Zona do Euro, foi divulgado mais cedo os números de confiança do consumidor, que mostraram queda para o nível mais baixo em 1 ano e meio. Enquanto isso, os dados de inflação da Espanha mostraram redução pela primeira vez em quatro meses.
E também...
Os preços do petróleo caem nesta manhã, reduzindo os ganhos da sessão anterior, com os investidores avaliando ainda as possíveis interrupções na oferta, incluindo a possibilidade de um corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, e no aguardo da próxima reunião do grupo, programada para 5 de setembro.
Às 8h20 de hoje, o petróleo tipo Brent caía 2,81%, a US$ 100,04 o barril, enquanto o WTI recuava 2,81%, a US$ 94,19 o barril.
- Com informações da Bloomberg News
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