Bloomberg Línea — O dia mais esperado da semana chegou, e desta vez não se trata exatamente da proximidade do fim de semana. O presidente do Federal Reserve, o BC americano, fala logo mais às 11h da manhã no Simpósio de Jackson Hole, o que tem potencial para mexer no humor dos investidores. Paralelamente, também nos EUA, saem indicadores econômicos que servirão como um termômetro importante da economia.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta sexta-feira (26):
1. Dia de Powell
A espera terminou. Hoje Jerome Powell, presidente do BC americano, faz seu discurso no Simpósio de Política Econômica do Federal Reserve de Kansas City. A reunião, realizada anualmente durante três dias, acontece desde 1978 e, desta vez, marca também o retorno presencial do evento, afetado pelas restrições da pandemia de coronavírus.
A fala de Powell será transmitida ao vivo, e a atenção recairá a quaisquer pistas sobre o que o banco central americano tem pensado sobre o ritmo dos aumentos das taxas de juros - antes da reunião de política monetária programada para 20 e 21 de setembro. A presidente do Fed de Kansas City, Esther George, chamou a atenção para o tema deste ano, que “discute as restrições como um dos elementos centrais do atual ambiente político”, e lembrou que “a forte demanda e a oferta insuficiente aumentaram a inflação em todo o mundo”.
2. Os sinais da China
A economia chinesa mostrou recuperação em agosto, mas há sinais de alerta a serem considerados, uma vez que a seca se alastra, e a demanda global mais fraca piora as perspectivas de crescimento. A demanda externa por produtos chineses, que ajudou a compensar alguns dos danos causados por bloqueios relacionados ao covid, se enfraqueceu acentuadamente em agosto.
Além disso, a queda do mercado imobiliário se estendeu neste mês, com as vendas caindo nas quatro principais cidades da China, enquanto outro termômetro da demanda doméstica, as vendas de carros, mostrou um crescimento mais lento do que em relação ao mês anterior, de acordo com dados oficiais do governo. Outro ponto é que, apesar dos esforços do governo para aumentar os empréstimos para compradores de imóveis, os últimos dados oficiais mostraram que o financiamento imobiliário em julho cresceu, porém na taxa mais fraca desde que a série começou, em 2012.
3. Mercados
Os futuros americanos caem nesta manhã, seguindo o tom de maior cautela da semana, à espera do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Simpósio de Jackson Hole. Perto das 8h20, os futuros do Dow Jones caíam 0,32%, enquanto o S&P recuava 0,43%, e Nasdaq, 0,57%.
Na Europa as bolsas operavam sem uma direção única, com o FTSE de Londres subindo ligeiramente, a 0,03%, a o Stoxx600 na contramão, com queda de 0,41%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, recua 0,18%.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Análise: ‘Campanha de Lula avalia que autocrítica sobre corrupção era necessária para atrair classe média’
- Folha de S. Paulo: Lula se dirige à classe média, mas poderia ter falado mais de fome no JN, dizem aliados
- O Globo: No ‘JN’, Lula reconhece corrupção, tenta se dissociar de Dilma e acena ao eleitor moderado
- Valor: Grandes varejistas projetam perda de R$ 7,8 bi com calotes
5. Agenda
A semana termina com a divulgação de importantes indicadores por aqui, como o índice de preços ao produtor de julho e as transações correntes referentes ao mês de maio. Mas o grande destaque, claro, é mesmo a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, às 11h00 no horário de Brasília, e que pode mudar o humor do mercado. Também nos EUA, mais cedo, às 9h30, sai o índice de preço do PCE, o índice de preços de gastos com consumo, na sigla em inglês, de julho, e a leitura de agosto da confiança do consumidor Michigan.
Na Europa a agenda está mais esvaziada, com destaque para os números anuais dos empréstimos ao setor privado.
E também...
Os preços do petróleo sobem mais uma vez na manhã desta sexta-feira, seguindo os sinais de melhora na demanda que vêm dos Estados Unidos, embora a espera pelo discurso do presidente do Federal Reserve limite maiores ganhos.
Às 8h00 de hoje, o petróleo tipo Brent subia 1,77%, a US$ 101,03 o barril, e o WTI avançava 1,43%, a US$ 93,85.
- Com informações da Bloomberg News
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