Investidores retomam confiança na abertura dos mercados asiáticos

Futuros na Ásia e nos EUA sobem na manhã de quinta-feira, véspera do discurso de Jerome Powell em no Simpósio de Jackson Hole

Futuros do Nikkei subiram nesta manhã de quinta-feira (25) na Ásia
Por Andreea Papuc
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Bloomberg — As ações na Ásia parecem prontas para uma abertura estável nesta quinta-feira (25) com a promessa da China de novas medidas para fortalecer a economia, enquanto os comerciantes aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre as perspectivas políticas.

Futuros sinalizaram inícios firmes para bolsas no Japão (+0,6%), na Austrália (+0,4%) e em Hong Kong (+0,1%). Os contratos nos Estados Unidos subiram na esteira dos modestos ganhos do S&P 500 e do Nasdaq 100 no pregão anterior - ambos subiam 0,2% nesta noite de quarta.

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Um índice de ações chinesas listadas nos Estados Unidos atingiu a máxima de uma semana na quarta-feira (24), impulsionada pelo plano de Pequim de novas medidas para sustentar uma economia atingida por problemas no setor imobiliário, restrições à Covid e falta de energia.

A ansiedade do mercado diante dos comentários de Powell, na sexta-feira pela manhã no Simpósio de Jackson Hole, tem foco em saber se ele irá refutar as expectativas de que a desaceleração do crescimento irá moderar o aperto monetário na próxima fase do processo contra a alta inflação.

Os títulos do Tesouro caíram nesse cenário, empurrando o rendimento de dois anos para 3,40%, e um indicador para o dólar subiu. O preço do petróleo bruto contribuiu para um rali que pode alimentar um novo nervosismo em relação a se as pressões de preços atingiram o pico.

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Autoridades do Fed deixaram claro nos últimos dias que veem a necessidade de um aperto monetário maior pela frente, uma mensagem que apagou parte dos ganhos em ações e títulos desde meados de junho. A dúvida nos mercados é se esses ativos continuarão recuando para as mínimas do ano.

Powell terá a oportunidade de redefinir as expectativas de uma eventual virada para cortes nas taxas em 2023, mas “se há algo a que ele provavelmente irá contra, é isso - o fato de que as taxas podem ter que cair”, disse Anastasia Amoroso, head de investimento da iCapital, à Bloomberg Television.

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