Bloomberg Línea — O dólar comercial subia nesta quarta-feira (24), após duas quedas consecutivas, contribuindo para uma alta nos contratos de juros futuros. Em uma sessão marcada por dados de deflação no Brasil, bem como números da economia dos Estados Unidos, o Ibovespa (IBOV), que oscilava na abertura, acelerou os ganhos e subia cerca de 0,7% por volta das 11h (horário de Brasília).
Por aqui, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, teve retração de 0,73% em agosto, o maior recuo mensal desde o início da série história do IBGE, iniciada em 2000.
A queda nos preços aconteceu em meio aos cortes de impostos e diante da redução de preços de combustíveis e energia elétrica. O resultado, contudo, ficou acima da previsão de analistas do mercado financeiro consultados pela Bloomberg, que estimavam deflação de 0,82% no mês.
No exterior, os índices lutam por uma direção única à medida que os investidores digerem os últimos ruídos hawkish (favoráveis a juros mais altos) do Federal Reserve em meio a sinais crescentes de uma desaceleração econômica global.
Os investidores vão se debruçar sobre o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole na sexta-feira para ter uma ideia de quão agressivo o banco central dos EUA será diante dos crescentes desafios econômicos. Um rali global das ações parou antes do aguardado evento.
Dados recentes mostram o enfraquecimento da atividade econômica dos EUA, Europa e Ásia, destacando a delicada tarefa que o Fed enfrenta ao aumentar as taxas de juros para reduzir a alta inflação sem provocar uma recessão. Ainda assim, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que a inflação está muito alta e que o banco central deve agir para controlá-la.
Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (24):
- Por volta das 11h (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,67%, negociado a 113.617 pontos;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 subia 10 pontos base, a 11,95%;
- O dólar à vista também subia: 0,18%, a R$ 5,12;
- Nos EUA, os índices oscilavam: o Dow Jones subia 0,02%, o S&P 500 subia 0,01%, enquanto o Nasdaq cedia 0,09%;
- Na Europa, a maioria dos índices acionários recuava: o FTSE, do Reino Unido, por exemplo, cedia 0,35%.
-- Com informações da Bloomberg News
*Matéria atualizada com a abertura das bolsas nos EUA
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