Bloomberg — A cautela voltou a dar as cartas nas negociações de futuros nos Estados Unidos e na Ásia nesta manhã de quarta-feira (24), noite de terça-feira (23) no Brasil.
Investidores continuam divididos sobre a quão agressivo o Federal Reserve pode continuar aumentando as taxas de juros em sua campanha para conter a inflação mais alta em quatro décadas. As taxas estão no intervalo entre 2,25% e 2,50% e a próxima reunião do Fed será nos dias 20 e 21 de setembro.
Os futuros de ações tiveram leves altas no Japão, na Austrália e em Hong Kong, enquanto os contratos dos Estados Unidos oscilavam após pequenas perdas para o S&P 500 e o Nasdaq 100 na véspera. Foi o terceiro dia de quedas, sinalizando um novo momento de cautela entre investidores.
Na China, a divulgação dos resultados trimestrais da gigante de e-commerce JD.com mostrou o menor crescimento anual da receita já registrado, de 5,4% entre abril e junho, mas, outro lado, os números vieram acima das projeções do mercado. A razão para a desaceleração foram as medidas de lockdown adotadas pelo país asiático em cidades como Xangai para tentar conter o avanço da covid-19.
Os dados mais recentes mostraram que a atividade econômica nos Estados Unidos e em todo o mundo enfraqueceu. Isso complica a tarefa do Fed de apertar a política monetária para conter as pressões de preços e pode aumentar as expectativas de aumentos menos agressivos.
O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, disse que espera que o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalize aumentos menos agressivos, de pelo menos 50 pontos-base, em seu discurso no simpósio anual de banqueiros centrais em Jackson Hole na sexta-feira (25).
O dólar interrompeu na terça uma sequência de alta de quatro dias, enquanto os rendimentos do Tesouro dos EUA de 10 anos ficaram acima de 3%. O petróleo bruto à vista ficou perto de US$ 94 o barril.
Nesta quarta, serão conhecidos os dados de julho de encomendas de bens duráveis à indústria e de vendas de casas usadas, ambos relativos à maior economia do mundo.
No Brasil, a quarta-feira terá a divulgação às 9h da prévia do IPCA de agosto, com a divulgação do IPCA-15 pelo IBGE.
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