Bloomberg Línea — O dólar estendia os ganhos nesta terça-feira (16), no terceiro dia consecutivo de alta, negociado próximo de R$ 5,15, com os investidores de olho em possíveis sinais de uma desaceleração econômica e do aperto na política monetária pelo Federal Reserve.
Em Wall Street, os índices também oscilavam, com o Dow Jones e o S&P 500 subindo por volta das 14h15 (horário de Brasília), enquanto o Nasdaq recuava em linha com divulgações de resultados de varejistas, como o Walmart (WMT) e a Home Depot (HD). Já na Europa, o índice de ações Stoxx 600 subia pelo quinto dia, na sequência mais longa desde março, com produtores de commodities e serviços públicos registrando alguns dos maiores ganhos.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) oscilava entre perdas e ganhos, negociado por volta dos 113 mil pontos, pressionado por empresas ligadas ao petróleo, como Petrorio (PRIO3), que cedia quase 4%.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI) passou a cair nesta tarde em meio às preocupações econômicas, bem como, com investidores enfrentando a perspectiva de aumento da oferta à medida que a demanda se ameniza. Além disso, a Líbia está bombeando mais e o Irã está se aproximando de reviver um acordo nuclear que provavelmente verá maiores fluxos de petróleo.
Os investidores seguem repercutindo a temporada de balanços corporativos e aguardam ainda pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), amanhã (17), que pode dar mais pistas sobre os próximos passos do banco central em sua luta contra a inflação.
Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (16):
- Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Ibovespa operava estável, negociado aos 113.047 pontos;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 subia 10 pontos base, a 11,74%;
- O dólar à vista subia 0,98%, a R$ 5,15;
- Nos EUA, os índices operavam mistos: o Dow Jones subia 0,79%, o S&P 500, 0,32%, enquanto o Nasdaq tinha baixa de 0,07%;
- Na Europa, por outro lado, as bolsas avançavam: o índice FTSE, do Reino Unido, por exemplo, subia cerca de 0,4%;
Cena externa
A produção industrial dos Estados Unidos teve uma alta de 0,6% em julho na comparação mensal, acima da mediana estimada pela Bloomberg de 0,3% – ajudando a impulsionar a percepção de que a maior economia do mundo pode conseguir desviar de uma recessão mais severa causada pela alta de juros.
Ainda assim, os dados imobiliários divulgados nesta terça contribuíram para os temores de uma recessão voltam à tona. Alguns traders apostam que o Fed ainda pode avançar com seu aperto, independentemente de uma desaceleração.
Pistas sobre a sensibilidade do Fed ao desdobramento dos dados econômicos podem ser conhecidas quando a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto for divulgada na quarta-feira (17).
Autoridades como Esther George e Neel Kashkari também devem falar. No entanto, o grande evento que os investidores estão esperando é o simpósio anual de política monetária em Jackson Hole, Wyoming, de 25 a 27 de agosto.
-- Com informações da Bloomberg News
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