Ibovespa avança com exterior após inflação desacelerar nos EUA

Índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos ficou estável na comparação mensal, aliviando os temores de uma recessão

Mercados avançam com dados melhores que o esperado para a inflação dos EUA
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) avançava na manhã desta quarta-feira (10) seguindo o bom humor externo, após os preços aos consumidores dos Estados Unidos desacelerarem em julho, aliviando os temores de um aperto monetário mais agressivo do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Em julho, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA ficou estável na comparação mensal, o que foi melhor que o esperado por economistas e abaixo das altas recordes do mês anterior.

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“Esses números tiram da mesa a chance de o Fed subir 0,75 ponto percentual e agora o jogo está aberto. Hoje, dois membros do Fed que são mais dovish, ou seja, favoráveis a juros mais baixos, vão discursar e devem reforçar uma alta de 0,50 p.p.”, avalia Fabio Fares, especialista em macro da plataforma Quantzed.

Ellen Gaske, economista na PGIM Fixed Income, também vê os dados mais fracos que o esperado sugerindo que o Fed possa adotar um ritmo mais cauteloso de aperto daqui para frente.

Por aqui, dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) também sinalizaram ontem melhores perspectivas para a economia brasileira. Pressionado pela queda nos preços dos combustíveis, o dado apresentou deflação de 0,68%, a menor taxa já registrada pelo IBGE. No ano, o IPCA acumula alta de 4,77% e, nos últimos 12 meses, de 10,07%.

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A temporada de balanços corporativos continua por aqui, com a divulgação dos resultados – após o fechamento – de empresas como 3R Petroleum (RRRP3), BRF (BRFS3), Positivo (POSI3), Petz (PETZ3), entre outras.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (10):

  • Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,20%, aos 109.958 pontos;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 recuava 16 pontos base, a 11,73%;
  • O dólar à vista recuava 1,29%, a R$ 5,06;
  • Nos EUA, os índices futuros avançavam: o Dow Jones subia 1,25%, o S&P 500, 1,61%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 2,17%;
  • Na Europa, os índices também subiam: o CAC-40, por exemplo, tinha alta de 0,68%.

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