Ibovespa descola do exterior e sobe puxado por Vale, enquanto dólar avança

After Hours: Alta do minério de ferro contribuiu para ganhos de ações de commodities; tensões geopolíticas levaram a perdas no exterior

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Bloomberg Línea — Na contramão dos mercados internacionais, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta terça-feira (2) em alta de 1,11%, aos 103.361 pontos, puxado pelo bom desempenho das ações da Vale (VALE3) e de siderúrgicas.

As ações da mineradora subiram 3,19%, a R$ 70,25, enquanto as de Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e de CSN Mineração (CMIN3) tiveram alta de 2,72% e 2,01%, respectivamente.

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No exterior, pesou sobre os mercados o aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China. A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, desembarcou em Taiwan nesta terça e tornou-se a política americana de mais alto escalão a visitar o local em 25 anos. A China, em resposta, condenou a visita e anunciou exercícios militares em diferentes áreas ao redor da ilha principal de Taiwan de 4 a 7 de agosto.

Pelosi visitará o parlamento de Taiwan na quarta-feira (3) de manhã, almoçará com a presidente Tsai Ing-wen e também se reunirá com ativistas da democracia, segundo relatos da mídia local. A parada anteriormente não anunciada em Taiwan ocorre depois que Pelosi liderou uma delegação do Congresso para Cingapura e Malásia. Eles seguirão ao lado da Coreia do Sul e do Japão – dois aliados firmes dos EUA.

O aumento de aversão ao risco no exterior contribuiu para uma forte valorização do dólar, que era negociado a R$ 5,28 próximo do fechamento. Investidores tendem a buscar a moeda em momentos de maior volatilidade dos mercados e incerteza.

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Por aqui, os investidores aguardam pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (3), com expectativa unânime do mercado de aumento de meio ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano. A dúvida, contudo, recai sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (2):

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