Bloomberg Línea — Os mercados encerraram o primeiro pregão de agosto no vermelho, com os investidores digerindo comentários agressivos de autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, além de dados mostrando um crescimento mais lento no setor manufatureiro.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) recuou 0,91%, negociado por volta dos 102 mil pontos no fechamento, enquanto o dólar avançou diante da busca por ativos considerados mais seguros.
Em uma sessão de baixa para o petróleo e para o minério de ferro, contribuíram para a queda da bolsa brasileira as ações ligadas às commodities, como Vale (VALE3), que caiu 2,39%, Petrobras (PETR3; PETR4), com baixas de 1,24% (ON) e 1,38% (PN), bem como 3R Petroleum (RRRP3), que recuou 4,76%, a R$ 32,40.
Os investidores aguardam a definição de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (3), com expectativa de aumento de meio ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano, de acordo com o relatório Focus, do Banco Central, mais recente.
O relatório divulgado nesta manhã aponta para juros mais altos por mais tempo: o mercado elevou as projeções para a taxa básica em 2023, de 10,75% para 11% ao ano.
Para a inflação, as expectativas recuaram de 7,30% para alta de 7,15% este ano, enquanto subiram de 5,30% para 5,33%, em 2023. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas consultados pelo BC estimam um crescimento de 1,97% da economia este ano (ante 1,93% anteriormente) e de 0,40% no próximo ano, contra estimativa de expansão de 0,49%.
As atenções seguem voltadas ainda à temporada de balanços corporativos, com as divulgações dos números referentes ao segundo trimestre de Tim (TIMS3), Gerdau (GGBR4), Cielo (CIEL3), Bradesco (BBDC4), entre outros.
Confira como fecharam os mercados nesta segunda-feira (1):

Cena externa
Nos Estados Unidos, pesaram em Wall Street as afirmações de membros do Fed de que o banco central americano precisará aumentar ainda mais as taxas de juros para controlar a inflação.
Embora mais da metade das empresas do S&P 500 que reportaram lucros até agora tenham superado as estimativas dos analistas, a taxa de lucros ainda está abaixo do ritmo médio de 62% estabelecido nos últimos cinco trimestres. As empresas estão preocupadas com a economia, com executivos e analistas a caminho de usarem frases relacionadas a uma desaceleração econômica três vezes mais nas teleconferências do segundo trimestre do que nos resultados dos primeiros três meses do ano.
-- Com informações da Bloomberg News
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