Bloomberg — Os preços do petróleo operavam com leve alta no dia seguinte à queda para baixo de US$ 100 do barril na última terça-feira (12), com as negociações agitadas depois de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos.
O West Texas Intermediate (WTI) chegou a avançar quase 1% no início da manhã desta quarta, depois de cair 7,9% na sessão anterior, quando fechou em uma baixa de três meses. Mas subia apenas 0,1% às 11h10, na casa de US$ 95.
Os dados de inflação dos EUA para junho mostraram uma nova aceleração na taxa anual, para 9,1%.
O petróleo apagou os ganhos vistos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que elevou o índice de referência dos EUA acima de US$ 130 o barril em março. Os preços do petróleo representam um alto risco para a recuperação econômica global, com sinais de que os custos do combustível estão começando a “cobrar seu preço” no crescimento da demanda, de acordo com um relatório mensal da Agência Internacional de Energia.
O mercado está lutando com “riscos de queda de curto prazo devido a temores de recessão, versus problemas de longo prazo com subinvestimentos”, disse Hans Van Cleef, economista sênior de energia do ABN Amro.
As preocupações com uma desaceleração econômica ofuscaram os apertados mercados físicos de petróleo. A primeira perspectiva da Opep para 2023 sugere que não haverá alívio para os consumidores pressionados, com mais petróleo sendo necessário do grupo, embora a maioria dos membros já esteja bombeando mais.
O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu repetidamente à Opep que forneça mais petróleo e está a caminho para visitar a Arábia Saudita esta semana durante uma viagem ao Oriente Médio. O reino, junto com os Emirados Árabes Unidos, são os únicos membros do cartel com volumes significativos de capacidade de produção não utilizada.
Preços do petróleo
- O WTI para entrega em agosto subia 0,8%, para US$ 96,61 por barril, às 6h29, horário de Brasília, depois de cair 2,3% mais cedo
- O Brent para liquidação de setembro avançava 0,9%, para US$ 100,39
O American Petroleum Institute informou que os estoques de petróleo dos EUA avançaram em 4,76 milhões de barris na semana passada, segundo pessoas familiarizadas com os números. A Agência Internacional de Energia divulgará os dados na quarta-feira.
As exportações da China expandiram em um ritmo mais rápido do que o esperado em junho, à medida que as interrupções do Covid continuaram a diminuir, embora as preocupações com os surtos de vírus permaneçam. Alguns moradores de Xangai foram instados a estocar alimentos e medicamentos, com o medo de retorno ao lockdown pairando sobre a cidade.
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