Ibovespa avança com melhora de humor em NY em dia de dados de inflação nos EUA

Alta de 1,3% da inflação ao consumidor em junho nos EUA sugere que o Fed deve continuar seu aperto agressivo e eleva temores de recessão

Em junho, a inflação ao consumodor dos EUA (CPI) subiu 1,3%, acima da alta de 1,1% esperada por economistas consultados pela Bloomberg
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Bloomberg Línea — Após cair pela manhã, o Ibovespa (IBOV) virou para alta e apresentava ganhos da ordem de 0,6% por volta das 12h (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), seguindo uma melhora do humor em Wall Street.

Mais cedo, dados de inflação acima do esperado nos Estados Unidos pressionaram as bolsas globais diante da renovação dos temores de uma recessão. Nos EUA, os índices passaram a operar de forma mista nesta tarde, com perdas no Dow Jones e no S&P, mas com alta do Nasdaq.

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Em junho, a inflação ao consumodor dos EUA (CPI) subiu 1,3% na comparação mensal, acumulando alta de 9,1% nos últimos 12 meses. Os dados vieram acima das expectativas de 1,1% e 8,8% esperadas por economistas consultados pela Bloomberg.

O aumento dos preços nos EUA tem sido monitorado de perto em meio aos apertos monetários promovidos por bancos centrais no mundo, contribuindo para uma desaceleração econômica. Os números acima do previsto nesta quarta sinalizam que o Federal Reserve, o BC americano, deve continuar com sua política agressiva de aumento dos juros.

Nos EUA, os investidores também aguardam hoje a divulgação do Livro Bege, documento em que o Fed coleta a percepção econômica do setor privado em cada região das distritais.

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No âmbito doméstico, a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (12) o texto-base da proposta de emenda constitucional (PEC) “das Bondades”, também conhecida como “PEC Kamikaze” ou “PEC Eleitoral”, que amplia os benefícios sociais até o fim do ano. A votação das emendas da oposição, contudo, foram adiadas para esta manhã por instabilidades no sistema.

Destaque ainda para o volume de vendas do comércio varejista no Brasil que teve variação mensal positiva de 0,1% em maio – a quinta taxa consecutiva no campo positivo. No ano, o varejo tem crescimento de 1,8% e nos últimos 12 meses, queda de 0,4%.

Na avaliação do time de análise macro da XP, apesar dos números decepcionantes de maio, o efeito de carrego estatístico para o crescimento do segundo trimestre ante os primeiros três meses do ano ainda é muito favorável (+1,2% para o índice de varejo ampliado e +2,2% para o índice de varejo restrito).

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“Embora reconheçamos alguns sinais negativos advindos das vendas varejistas de maio, não alteramos a avaliação do aumento do consumo das famílias no curto prazo”, escreve o time.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (13):

  • Por volta das 12h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,62%, aos 98.880 pontos;
  • O dólar à vista recuava 1,27%, negociado a R$ 5,37;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 operava estável, a 13,06%;
  • Nos EUA, o Dow Jones cedia 0,41%, o S&P 500 0,10%, e o Nasdaq subia 0,26%;
  • Na Europa, as bolsas também cediam: o índice Dax, da Alemanha, por exemplo, caía 1,28%;

*Matéria atualizada às 12h15 (horário de Brasília)

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