Bloomberg — Os preços do petróleo ampliaram as perdas com o ressurgimento da Covid-19 na China e as preocupações com a desaceleração econômica global, com a Agência Internacional de Energia alertando que o pior da crise energética pode estar por vir.
O West Texas Intermediate caía até 2,9%, para quase US$ 101 o barril. O sentimento se espalhou pelas commodities, à medida que o aumento dos casos de vírus na China e a contínua alta da inflação nos EUA alimentam preocupações sobre as perspectivas de demanda. O fortalecimento do dólar também aumentou a pressão, tornando o petróleo menos atraente para os investidores.
O petróleo caiu desde o início de junho devido a crescentes temores de que os EUA possam estar caminhando para uma recessão, à medida que os bancos centrais aumentam agressivamente as taxas para combater a inflação. As nações estão passando pela primeira crise energética global e “talvez ainda não tenhamos visto o pior”, disse Fatih Birol, diretor executivo da AIE, em Sidney, na Austrália.
“Os mercados de petróleo começaram a semana em um cenário de risco, com o aumento da Covid na China e um dólar mais forte sendo o maior obstáculo para o preço fixo”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultora Oilytics.
Preços do petróleo
- O WTI para entrega em agosto recuava 2,3% para US$ 101,65 por barril às 6h53, horário de Brasília
- O Brent para liquidação de setembro caía 1,9%, para US$ 105,07 o barril
O presidente dos EUA, Joe Biden, está programado para visitar a Arábia Saudita esta semana durante uma viagem ao Oriente Médio, enquanto busca domar os altos preços da energia que abalam a economia global. Os EUA acreditam que a Opep tem espaço para aumentar a produção se a próxima visita de Biden à região render algum acordo.
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