Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) ampliou os ganhos nesta quinta-feira (7), seguindo o bom humor dos mercados internacionais, à medida que os temores sobre a inflação e o ritmo do aperto monetário se dissipam.
Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o índice subia cerca de 2%, enquanto o dólar cedia depois de alcançar os R$ 5,42 no dia anterior, no maior patamar para a moeda desde janeiro. Na Europa e em Wall Street os índices acionários também apresentavam ganhos.
Os mercados repercutem hoje o plano de estímulo de US$ 220 bilhões da China, em uma aceleração sem precedentes do financiamento de infraestrutura. As commodities, sobretudo o cobre, reagiram com uma alta após um mês de fortes quedas.
O anúncio também contribui para uma alta no preço do minério de ferro, beneficiando ações ligadas à matéria-prima, como Vale (VALE3) e CSN (CSNA3), por exemplo, que subiam mais de 5% nesta manhã. A sessão também era de ganhos para os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), que subiam cerca de 3% em um dia de alta nos preços do petróleo.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (7):
- Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,04%, negociado aos 100.736 pontos;
- O dólar à vista recuava 1,68%, negociado a R$ 5,34;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 cedia 16 pontos base, a 12,75;
- Nos EUA, os índices subiam: o Dow Jones tinha alta de 0,71%, o S&P de 1,15% e o Nasdaq, de 1,90%
- Na Europa, os índices avançavam. O Dax, da Alemanha, por exemplo, subia 1,97%;
Os investidores foram atingidos nas últimas duas semanas entre a preocupação com a inflação descontrolada e o medo de uma recessão nos Estados Unidos. Embora a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central americano, tenha mostrado a determinação dos formuladores de política monetária de continuar elevando as taxas, perspectivas de preços mais baixos do preço estão acalmando os investidores sobre o ritmo de aperto necessário.
Ainda no exterior, Boris Johnson renunciou nesta quinta ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido depois de novo escândalo que levou a deserções em série do governo e retirou a sua base política. Ele continuará no cargo até que um novo líder seja escolhido pelo Partido Conservador (Tory).
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