Petróleo estaciona perto de US$ 100 após forte queda

Contratos monitoram receios por queda da demanda, à medida que preços dos combustíveis aumentam

Petróleo
Por Sharon Cho e Alex Longley
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Bloomberg — Os preços do petróleo se estabilizaram perto de US$ 100 o barril, com o Goldman Sachs (GS) argumentando que a queda dos últimos dias, impulsionada por temores de que uma recessão prejudique a demanda, foi exagerada.

O West Texas Intermediate subia 0,8%, enquanto o Brent avançava 1,5%. Esses ganhos foram pequenos em comparação com o declínio de mais de US$ 10 do Brent nesta terça-feira (5).

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Embora essa queda tenha ocorrido devido à preocupação com uma recessão global e vendas técnicas, houve poucas mudanças nos fundamentos do mercado. Os futuros do Brent mais próximos de vencer estão sendo negociados com um prêmio gigante para meses posteriores - indicando força do mercado - enquanto a interrupção da produção global de petróleo vem aumentando, agora com risco para as exportações de petróleo do Cazaquistão.

O petróleo abriu o terceiro trimestre com comportamento volátil, já que as preocupações com uma possível recessão abalaram os mercados financeiros. Com bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, elevando as taxas de juros para domar a inflação, os investidores têm precificado as consequências de uma desaceleração, mesmo quando os mercados físicos de petróleo continuam a mostrar sinais de vigor e a guerra na Ucrânia se arrasta.

“Embora as chances de uma recessão estejam de fato aumentando, é prematuro que o mercado de petróleo sucumba a tais preocupações”, disseram analistas do Goldman Sachs em relatório. “A economia global ainda está crescendo, com o aumento da demanda por petróleo este ano que deve superar significativamente o crescimento do PIB.”

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O fortalecimento do dólar também foi uma desvantagem para as commodities nesta semana, já que o indicador da moeda americana subiu para o nível mais alto em mais de dois anos, com os investidores se afastando do risco. Um dólar em alta torna as matérias-primas como o petróleo mais caras para os detentores de outras moedas.

Preços do petróleo

  • O WTI para entrega em agosto subia 0,8%, para US$ 100,28 o barril, perto de 8h, horário de Brasília
  • O Brent para liquidação em setembro avançava 1,5%, para US$ 104,28 o barril na bolsa ICE Futures Europe, depois de cair 9,5% na terça-feira

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