China avalia desviar voos de Xangai por surto de covid

United Airlines e American Airlines estão entre as companhias aéreas estrangeiras que ainda entram no território

Cidade está passando por seu pior surto da pandemia
Por Bloomberg News
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Bloomberg — A China discutiu o desvio de voos internacionais de Xangai para outras cidades, já que o crescente surto da variante ômicron no centro financeiro acaba pressionando hotéis de quarentena e instalações de isolamento, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A autoridade de aviação do país pediu às companhias aéreas que indicassem pontos alternativos de chegada para voos que aterrissem em Xangai, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas, pois as discussões eram confidenciais. As rotas de passageiros de Hong Kong não serão afetadas, segundo as fontes. Uma das pessoas disse que os voos de Macau e Taiwan também estarão isentos do desvio.

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As autoridades citaram o aumento da capacidade nos hotéis de quarentena nos quais todos os viajantes que entram na China devem praticar o isolamento e preocupações de que o espaço possa ser necessário se o surto em Shangai piorar. A China isola todos os casos de coronavírus, incluindo os de Shangai, como parte de sua política Covid Zero.

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O desvio pode durar até seis semanas e pode entrar em vigor em meados de março, embora ainda esteja sendo analisado, de acordo com uma das pessoas. Uma companhia aérea pretende adicionar voos para Chengdu e manter uma rota para Xangai, mas com menos voos. A mudança não afetará voos de carga, disse outra fonte

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A Administração de Aviação Civil da China não quis comentar.

Os voos para Xangai a partir de Hong Kong já haviam sido limitados a 50% da capacidade normal, pois a rota teve aumento na demanda de passageiros, que tentavam fugir do surto explosivo da cidade. Shangai, que abriga a principal bolsa de valores da China e muitas sedes de empresas, está passando pelo seu surto mais significativo da pandemia. Anteriormente, as rígidas restrições de fronteira do país mantiveram o vírus longe, mas isso mudou com o surgimento de variantes mais transmissíveis, como delta e ômicron. A cidade registrou 75 novos casos na sexta-feira (11) e disse que fecharia a maioria das escolas para aulas presenciais.

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A política de quarentena obrigatória da China e as restrições nas fronteiras reduziram muito o número de voos internacionais para o país; algumas transportadoras não voam para lá desde a pandemia. Algumas companhias aéreas estrangeiras ainda estão operando, apesar das políticas punitivas que estabeleceram proibições às companhias aéreas que trazem casos de covid. A China bloqueou alguns voos dos Estados Unidos por precaução, irritando as transportadoras e Washington.

A United Airlines Holdings (UAL), a American Airlines Group (AAL), a Finnair Oyj e a Etihad Airways estão entre as estrangeiras que ainda entram em Shanghai.

O surto de Hong Kong, que passou de algumas centenas de casos para a maior taxa de mortalidade entre as principais economias em questão de semanas, desencadeou um fluxo de pessoas – muitas tentaram chegar ao continente, onde as autoridades ainda adotam uma abordagem de tolerância zero ao vírus e tentam encontrar e eliminar casos.

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--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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