Wall Street corta alvos de ações europeias com guerra estimulando vendas

Investidores retiram dinheiro do mercado de ações da região no ritmo mais rápido em três meses

Bank of America e Goldman Sachs reduziram as estimativas para os índices
Por Nikos Chrysoloras - Thyagaraju Adinarayan
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Bloomberg — Os estrategistas de Wall Street estão cortando as estimativas de preço-alvo sobre as ações europeias com a preocupação de que a guerra na Ucrânia prejudique o crescimento econômico, enquanto os investidores retiram dinheiro do mercado de ações da região no ritmo mais rápido em três meses.

O Bank of America e o Goldman Sachs reduziram suas metas de índice, com o Goldman agora praticamente sem expectativa de retorno anual para o Stoxx 600 da Europa, em 2022. O Credit Suisse reduziu seu overweight, enquanto os dados da EPFR Global mostraram US$ 1,8 bilhão saídos dos fundos de ações regionais.

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O conflito exacerbou uma crise de energia na Europa, que depende fortemente das importações russas, no momento em que os bancos centrais se preparam para apertar a política para enfrentar as pressões de preços já altas. A Europa também deve ser mais atingida do que os Estados Unidos, devido aos seus laços econômicos mais próximos e à proximidade geográfica do conflito.

“Os preços mais altos da energia provavelmente aumentarão ainda mais a inflação e qualquer pressão ou interrupção no fornecimento de energia, especialmente gás, na Europa também teria implicações para a produção e o PIB”, escreveram estrategistas do Goldman liderados por Sharon Bell, em nota aos clientes. “À luz do conflito, do aumento da aversão ao risco – alguns dos quais provavelmente permanecerão – e do impacto no mix crescimento/inflação, reduzimos nossos preços-alvo.”

Os estrategistas revisaram a meta de 12 meses para o Índice Europe Stoxx 600 para 490 pontos, de 530 e sua expectativa de índice Euro Stoxx 50 para 4.300, de 4.800, enquanto aumentaram sua previsão para o índice FTSE 100 do Reino Unido para 8.100, de 7.900.

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O benchmark de grande capitalização do Reino Unido “se mostrou mais resiliente tanto a aumentos de tarifas quanto a preocupações com o dimensionamento dos custos de energia”, disseram eles. “O índice quase não tem exposição tecnológica e tem um peso pesado em ações de valor e finanças.”

Enquanto isso, o Bank of America, que tem sido persistentemente baixista nas ações europeias, cortou sua meta para o Stoxx 600 para 410, de 430. Isso implica uma queda adicional de 6,6% em relação ao fechamento de quinta-feira (24), que já era mais de 10% abaixo dos recordes atingido em janeiro.

A medida reflete o aumento dos riscos do conflito na Ucrânia, escreveram Sebastian Raedler e seus colegas em uma nota. Separadamente, os economistas do banco disseram que o “choque da alta nos preços da energia” pode reduzir o crescimento da zona do euro em 50 pontos-base.

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Andrew Garthwaite, do Credit Suisse, cortou a exposição europeia aos riscos de crescimento decorrentes do aumento dos preços do petróleo e do gás e reduziu o overweight do banco na Europa.

Os rebaixamentos destacam as mudanças na sorte das ações europeias, que começaram o ano com expectativas estrategistas de que estenderiam seu rali pós-pandemia e venceriam os pares americanos em meio a um movimento global para ações mais baratas, chamadas de “value stocks”. Esse desempenho superior, alimentado por preocupações de que o arrocho da política monetária prejudique mais os campeões de tecnologia nos EUA, foi praticamente eliminado no fechamento de quinta-feira (24), quando o Stoxx 600 entrou em uma correção técnica.

O Goldman já moderou suas expectativas para o retorno das ações americanas neste ano, à medida que as expectativas de taxas crescentes e a retórica cada vez mais agressiva dos bancos centrais em todo o mundo desenvolvido detiveram o rali pós-pandemia em ambos os lados do Atlântico. As ações de mercados emergentes superaram os pares desenvolvidos este ano.

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– Esta notícia foi traduzida por Marcelle Castro, Localization Specialist da Bloomberg Línea.

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