Bolsas asiáticas sobem, mas futuros de NY recuam apesar de geopolítica

Traders reavaliavam as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de commodities

Mercados
Por Andreea Papuc
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Bloomberg — Os mercados asiáticos subiram nesta quarta-feira e o petróleo manteve a maior parte do patamar atingido, com os investidores avaliando a perspectiva de diminuição da tensão geopolítica na Ucrânia depois que a Rússia disse que estava retirando algumas das tropas.

As ações subiram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. Os contratos futuros dos EUA, no entanto, caíram depois que o S&P 500 (SPX) interrompeu três dias de perdas em um rali liderado por ações de tecnologia.

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A Rússia anunciou uma retirada parcial de milhares de soldados reunidos perto da fronteira ucraniana e pareceu favorecer uma solução diplomática para a crise local. O presidente Joe Biden disse que os EUA ainda precisam verificar as argumentações de Moscou e uma invasão continua sendo possível, o que o Kremlin negou repetidamente.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) estava em torno de US$ 92 o barril, enquanto os traders reavaliavam as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de commodities, desde energia a metais e grãos, em caso de conflito na região.

O rendimento dos Treasuries de 30 anos subiram para o nível mais alto desde maio. Os títulos do Tesouro dos EUA
mantiveram os declínios e os títulos na Austrália e na Nova Zelândia recuaram. O dólar e o ouro permaneceram em patamar mais baixo.

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Crise na Ucrânia

A crise na Ucrânia atingiu os mercados que já enfrentavam o temor de aumentos agressivos nas taxas de juros para conter a inflação. O PPI (Índice de Preços ao Produtor) dos EUA saltou em janeiro mais do que o previsto, à medida que as empresas enfrentam restrições na cadeia de suprimentos e trabalhistas.

“A volatilidade e a incerteza só aumentarão, isso pode ser devido à Rússia-Ucrânia, pode ser devido à inflação teimosa”, disse Brenda O’Connor Juanas, consultora financeira do UBS (UBS), à Bloomberg Television. “Há muito mais para os clientes e investidores ficarem incertos.”

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Enquanto isso, o Banco Central Europeu pode encerrar as compras líquidas de ativos já no terceiro trimestre de 2022 sem desencadear um aumento nas taxas de juros logo depois, de acordo com um membro do conselho de governo.

Potencial de recuperação

Biden disse que as tropas russas permanecem em uma “posição ameaçadora”. Ele concordou com uma declaração do Kremlin na segunda-feira de que a diplomacia ainda é possível, mas prometeu que não “sacrificaria os princípios básicos” de que os países - incluindo a Ucrânia - deveriam ter o direito de manter suas próprias fronteiras.

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Os últimos comentários russos são um sinal de esperança e ativos como o rublo e as ações russas têm potencial de recuperação, disse Christopher Weafer, fundador e sócio sênior da Macro-Advisory Ltd., à Bloomberg Television.

“Mas, francamente, após vários meses de alto risco e especulação, levará várias semanas para as pessoas se sentirem confortáveis com isso, não importa o que aconteça nos próximos dias”, disse ele.

Os investidores estão aguardando os dados de inflação da China para obter mais pistas sobre as pressões globais sobre os preços. A última ata do Federal Reserve também deve ser divulgada na quarta-feira. O documento pode moldar opiniões sobre a agressividade com que o Fed aumentará as taxas de juros e reduzirá suas participações em títulos nos próximos meses.

Aqui estão alguns eventos importantes desta semana:

  • Inventários de petróleo da EIA (quarta-feira);
  • Ata do Fomc (quarta-feira);
  • Inflação ao consumidor e ao produtor da China (quarta-feira);
  • Grupo de 20 ministros das finanças e governadores de bancos centrais se reúnem na Indonésia (quinta-feira);
  • Discursos da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, e do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard (quinta-feira);
  • Boletim econômico do Banco Central Europeu (quinta-feira);
  • Fórum de Política Monetária dos EUA: palestrantes incluindo funcionários do Fed Charles Evans, Christopher Waller e Lael Brainard (sexta-feira);

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

Ações

  • Os futuros de S&P 500 (ESH2) recuava 0,3% às 10h30 em Tóquio (22h30 em Brasília). Na terça, o S&P 500 subiu 1,6%;
  • Os futuros do Nasdaq 100 (NQH2) tinham baixa de 0,4%. O Nasdaq 100 subiu 2,5%;
  • O índice Topix (TOPIX), de Tóquio, subia 1,4%;
  • O S&P/ASX 200 da Austrália (AS51) subia 0,4%;
  • O índice Kospi (KOSPI), de Seul, subia 1,6%;
  • Os futuros do índice Hang Seng (HSI), de Hong Kong, subiam 0,6%;

Moedas

  • O iene japonês (JPY) era negociado a 115,67 por dólar;
  • O yuan offshore (CNH) estava em 6,3394 por dólar;
  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) operava estável;
  • O euro (EUR) estava em US$ 1,1357;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos estava em 2,04%;
  • O rendimento de 10 anos da Austrália subia sete pontos base para 2,26%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate subia 0,4% para US$ 92,47 o barril;
  • O ouro era negociado em US$ 1.852,92 a onça.

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