Ibovespa abre no azul e deixa preocupação geopolítica em segundo plano

Ações globais reduziam perdas hoje depois que o presidente russo sinalizou que apoia os esforços diplomáticos contínuos com o Ocidente

Os mercados também monitoram a situação externa e a visita do presidente Jair Bolsonaro à Rússia
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Bloomberg Línea — Os mercados globais analisam com cautela os movimentos que envolvem os próximos passos das ameaças de invasão da Rússia sobre a Ucrânia nesta semana. Na sexta-feira (11), a Casa Branca alertou que o avanço de Vladmir Putin ao país vizinho se daria amanhã (15), antes do previsto anteriormente.

As ações globais reduziam perdas nesta segunda (14) depois que o presidente russo sinalizou que apoia os esforços diplomáticos contínuos com o Ocidente.

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Os futuros dos Estados Unidos operavam sob instabilidade, depois de cair mais cedo com as ações europeias e asiáticas devido a preocupações com riscos geopolíticos na Ucrânia e inflação global.

Putin disse “tudo bem” em resposta à proposta do ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, de que a Rússia continue as negociações com os EUA e seus aliados. Enquanto isso, o chanceler alemão Olaf Scholz, que chegou a Kiev, deve voar para Moscou para conversas na terça-feira, enquanto os esforços para chegar a uma solução diplomática continuam.

No cenário local, os mercados também monitoram a situação externa e a visita do presidente Jair Bolsonaro à Rússia. O chefe do Executivo viaja para Moscou às 18h00 do horário de Brasília.

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  • O Ibovespa subia 0,25%, a 113.855 pontos perto da 11h20
  • O dólar caía 0,77%, a R$ 5,21, enquanto os vencimentos dos juros seguiam o mesmo caminho. O DI para janeiro de 2023 caía de 12,475% para 12,455%
  • Nos EUA, os futuros dos índices operavam em torno da estabilidade, poucos minutos antes da abertura do pregão

Rússia X Ucrânia

A situação entre geopolítica segue monitorada de perto. Os líderes dos EUA e da Rússia realizaram uma ligação de uma hora no sábado que aparentemente teve pouco progresso, com o presidente Joe Biden alertando novamente sobre “consequências severas” para qualquer invasão da Ucrânia e o presidente russo Vladimir Putin acusando os Estados Unidos de não fornecer a ele as garantias de segurança que ele precisa para recuar.

Enquanto o Kremlin caracterizou as negociações como comerciais e equilibradas, os briefings de ambos os lados indicaram que Biden e Putin mantiveram seus pontos de discussão familiares, provando poucas pistas sobre para onde as coisas vão a partir daqui.

(Com informações de Bloomberg News)