Paciente com HIV teve 21 mutações do coronavírus, mostra estudo

Evidências são de que a covid-19 pode sofrer mutações quando abrigado por indivíduos imunossuprimidos

Tests PCR de Covid-19
Por Antony Sguazzin
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Bloomberg — Uma mulher sul-africana que sofria de HIV inadequadamente tratado, e que abrigou a covid-19 por nove meses, teve pelo menos 21 mutações desenvolvidas pelo vírus respiratório em seu corpo, de acordo com um estudo.

Uma vez que a jovem de 22 anos aderiu à medicação antirretroviral usada para tratar o HIV e seu sistema imunológico foi fortalecido, ela conseguiu superar a infecção por pelo coronavírus dentro de seis a nove semanas, mostrou o estudo, liderado por cientistas de Stellenbosch e da Universidade a Universidade de KwaZulu-Natal . A pesquisa não foi revisada por pares.

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O estudo acrescenta evidências de que a covid-19 pode sofrer mutações rapidamente quando o vírus é abrigado por indivíduos imunossuprimidos, como aqueles que não tomam medicamentos para tratar o HIV, e isso pode levar ao desenvolvimento de novas variantes. A variante beta, com a qual a paciente do estudo estava infectada, foi descoberta na África do Sul, assim como o ômicron.

“Este caso, como outros anteriores, descreve um caminho potencial para o surgimento de novas variantes”, disseram os cientistas, enfatizando que ainda era uma hipótese. “Nossa experiência reforça relatos anteriores de que o tratamento antirretroviral eficaz é a chave para controlar esses eventos.”

A África do Sul tem a maior epidemia de HIV do mundo, com 8,2 milhões de seus 60 milhões de pessoas infectadas com o vírus, que enfraquece o sistema imunológico. A África Subsaariana abriga cerca de 70% das infecções por HIV no mundo.

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O coronavírus abrigado pela paciente do estudo desenvolveu pelo menos 10 mutações na proteína spike, que permite que ela se ligue às células, e 11 outras mutações, disseram os cientistas. Algumas das alterações foram comuns àquelas observadas nas variantes ômicron e lambda, enquanto algumas foram consistentes com mutações que permitem que o vírus evite anticorpos.

– Esta notícia foi traduzida por Marcelle Castro, Localization Specialist da Bloomberg Línea.

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