Bloomberg — Os bancos estão intensificando ou prorrogando os esforços para proteger seus funcionários e manter a continuidade de seus negócios em Hong Kong, enquanto as autoridades enfrentam dificuldades para conter uma quinta onda de infecções por covid na cidade.
No Morgan Stanley (MS), funcionários não essenciais em alguns grupos foram instruídos a trabalhar em casa a partir de segunda-feira, disse uma pessoa familiarizada com a decisão, que pediu para não ser identificada por se tratarem de assuntos internos. O HSBC (HSBC) está reduzindo a força de trabalho em seus escritórios de 50% para 30%, enquanto o Goldman Sachs (GS) esta semana estendeu o trabalho com equipes separadas até 4 de fevereiro, de acordo com memorandos internos dos bancos. Um porta-voz do HSBC confirmou o conteúdo do memorando. Porta-vozes do Goldman e do Morgan Stanley se recusaram a comentar.
O governo fechou bares e proibiu jantares em restaurantes, realiza testagens em massa em blocos de apartamentos e vai fechar escolas de ensino médio na segunda-feira. Os principais bancos em Londres, entretanto, têm pedido para que as equipes retornem aos escritórios depois que o Reino Unido abandonou sua orientação para trabalho em casa.
“A situação em Hong Kong continua muito din6amica e estamos monitorando os eventos de perto”, disse o Goldman Sachs em um memorando a funcionários obtido pela Bloomberg. “Revisamos e planejamos constantemente nossa estratégia com base em análises detalhadas de políticas do governo e rastreamento de contágio realizado pelo Centro de Proteção à Saúde. Sua saúde e segurança são nossa principal prioridade.”
O HSBC alertou os traders em Hong Kong que um dos principais riscos para a continuidade dos negócios é a política de quarentena da cidade, que mantém contatos próximos de um caso confirmado em instalações administradas pelo governo por até duas semanas. O banco disse em memorando nesta sexta-feira que enviará cestas para ajudar funcionários que estão presos no centro de quarentena de Penny’s Bay, em Hong Kong.
Os bancos também reembolsaram funcionários pelas regras rígidas de Hong Kong para visitantes, que incluem isolamento em hotel por até 21 dias.
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